Há algumas semanas chegou aqui na locadora o ansiosamente esperado (por mim) Borat e também ansiosamente aguardei até ontem para vê-lo, ora porque estava locado, ora porque tínhamos outros tantos bons filmes para ver ou o Dori estava sem lente, enfim, ontem foi o dia e olha posso dizer que nunca ri tanto na vida!
Considerado um dos melhores filmes do ano Borat se trata de um mockumentary, ou seja, um falso documentário, no longa o ator britânico Sacha Baron Coen interpreta o personagem título Borat Sagdiyev, um repórter do Cazaquistão que viaja à América para fazer uma pesquisa encomendada pelo governo do seu país e atravessando os Estados Unidos entrevista pessoas que não fazem a mínima idéia de que se trata de um ator e não de um jornalista estrangeiro.
Além da interpretação incrível e situações impagáveis protagonizadas por Coen cujo personagem é anti-semita e machista declarado o filme chama a atenção pelo preconceito e sentimento de superioridade do povo americano que é tão cego na sua certeza de que é melhor do que o resto do mundo que acredita que um jornalista estrangeiro não sabe sequer usar o banheiro.
Através dessa análise da cultura e das peculiaridades de cada dos habitantes dos Estados Unidos o filme nos parece realmente um documentário que passeia por toda a hipocrisia de um país que acredita que qualquer um pode ser “americanizado” e que estrangeiros bárbaros têm mesmo as atitudes grotescas e politicamente incorretas de Borat, afinal eles não têm a sorte de nascer na América.
O preconceito e a xenofobia ficam patentes quando Cohen visita um rodeio e, de cara, é aconselhado por um dos organizadores do evento a raspar seu bigode, que o faria parecer “muçulmano”… (E isto para não mencionarmos sua homofobia declarada.) Além disso, o jingoísmo norte-americano é ilustrado numa cena particularmente brilhante e por que não dizer também chocante e hilária na qual Borat faz um discurso para centenas de pessoas e, manifestando apoio a Bush na invasão ao Iraque, é recebido com aplausos ao fazer desejos absurdamente sanguinários com relação à população daquele país (aliás, o discurso já começa de maneira espetacular, quando, numa simples troca de preposição, Cohen elogia a “guerra de terror” do governo republicano, criticando-a escancaradamente diante de uma platéia que ignora sua ironia). Da mesma forma, mais adiante o filme expõe a imbecilidade dos cristãos fanáticos que, negam a Evolução e ainda que despretensiosamente o longa também critica, a péssima qualidade do jornalismo praticado em grande parte do país quando Borat consegue entrar no ar em um telejornal local como se realmente fosse um estrangeiro em visita aos Estados Unidos.
Mas não é só a ironia e a improvisação que te faz rir em Borat, cheio de piadas sutis e também situações realmente cômicas o filme é uma grande comédia, pastelão para quem quer apenas rolar de rir e politicamente engajada para quem gosta de filmes mais inteligentes.
Sacha Baron Cohen é uma revelação extremamente promissora e Borat já nasceu fazendo escola.
Ficha técnica:
Título Original: Borat: Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan
Direção: Larry Charles
Roteiro: Sacha Baron Cohen, Peter Baynham, Anthony Hines, Todd Phillips
Elenco: Sacha Baron Cohen, Ken Davitian, Luenell, Pamela Anderson.
Duração: 84 min.
País de Origem: Estados Unidos
Língua Original:Inglês
Site Oficial: http://www.borat-filme.com.br/


Gente
troquei de endereço…
http://atodelimpar.blogspot.com
Mudem seus links ok?
O nome Faxina continua.
Obrigada
Desculpem o transtorno.
Realmente a cena do rodeio é muito boa, rs*, aliás, ele é muito bom no que faz, já viu um programa que ele faz na SONY?
beijos, linda
MM