Maio foi o mês dos posts mais familiares e mais não comentados da história desse blog, também puderas, foi o níver do pai, o dia das mães e agora o aniversário de uma das pessoas mais importantes da minha vida, a minha estrelinha, a minha irmã caçula.
Acho que foi ela que aflorou em mim o instinto maternal, eu tinha 13 anos quando ela veio ao mundo e mesmo assim a tratava como meu bebê, era comigo que ela queria dormir, era comigo que ela queria comer, era a mim que ela queria imitar sempre.
Sempre defendo aqui no blog a idéia da adoção e não é para menos, foi assim que veio até nós a nossa pequena, ela nasceu no dia 17 mas foi com 3 dias que chegou até nós e posso dizer que lembro desse dia como se fosse ontem.
A casa onde morávamos na época é a mesma em que eu moro hoje, tem um ponto comercial na frente onde meus pais tinham um pequeno mercado e hoje é a minha locadora, então, na casa em frente morava uma parteira e não era raro as vezes em que mocinhas grávidas de filhos sem pai vinham até o mercado e comentavam que queriam doar seus filhos, também era comum alguém ir até minha mãe perguntando se sabia de alguém que tivesse doando um bebê, na época era muito comum a tal “adoção à brasileira”, davam seus filhos assim facilmente e nós por estarmos em frente à parteira sempre sabíamos desse tipo de história e não foi uma ou duas vezes que mães desesperadas quiseram dar seus pequenos para a minha mãe criar e ela nunca quis, depois de ter 3 filhas e mais uma sobrinha criadas por ela já estava na hora de descansar, a última era eu e já estava “mocinha”, criança em casa agora só se fossem netos.
Até que ligou em nossa casa uma prima da minha mãe desesperada em “arrumar” uma família para uma menininha que tinha nascido naquele dia, minha mãe falou que fazia tempo que não sabia de nada à respeito e ela chegou a oferecer a menininha pra minha mãe que disse não querer nem que fosse menino (somo somente irmãs). No dia seguinte essa mesma prima comentou que uma família na cidade de Ponta Grossa tinha levado a menininha e ficámos felizes por um bom desfecho da situação, acontece que no terceiro dia liga a mulher de volta desesperada que a tal família de Ponta Grossa não qeria mais o bebê, -pasmem- por que era muito negrinha! Issso mesmo, levaram uma criança embora, passaram uma noite com ela sem dar sequer uma mamadeira e devolveram porque não era branca! Minha mãe ficou horrorizada e falou que ia até a casa dessa prima ver a menininha, dar um carinho, ajudar, enfim, no fim da tarde quando cheguei do colégio tinha um bebezinho lindo, todo vermelhinho, com uma touca vermelha de lã na cabeça chorando dentro do quarto da minha mãe, a casa estava cheia de gente e eu achei estranho, quando perguntei de quem era o bebê me disseram, da tua mãe, e apartir daquele dia não fui mais a caçula.
Minha mãe garantiu que ia ficar com a criança em casa até arrumar um lar, uma vizinha já tinha se candidatado, mas eu disse que apartir do momento que ela tinha entrado naquela casa não ia mais sair, nem
um cachorro que entrou em nossa casa saiu para outra, ela não era um cachorrinho, era um bebê maravilhoso, enorme e cheio de vida que só precisava de carinho e isso nós sempre fomos mestres em dar.
Já fazem 15 anos, ela virou uma moça linda, geniosa, teimosa mas muito, muito carinhosa também, uma adolescente criada com todo o amor que nossa família pode dar, a minha menininha por quem eu sou capaz de dar a minha vida, sem dúvida uma das pessoas que mais amo nesse mundo, que chegou em nossa vida por acaso, mas que com toda certeza chegou ao lugar dela, ela é a minha irmã mais verdadeira, mais maravilhosa e mais companheira que eu poderia esperar na vida, por isso que hoje venho até aqui e conto sua história, para que todos saibam que ter um filho adotado não é caridade ou “tapa-buraco”, é um ato de amor e de ajuda sim, mas é assumir alguém que deveria estar ali e que por um capricho do destino nasceu no lugar errado, pelo menos em nosso caso é assim, eu, meu pai e minha mãe nunca a vimos com olhos diferentes do resto da família, não posso falar pelas minhas irmãs pq não sei o que elas pensam, posso falar por mim porque sei que em meu coração cada uma das três tem seu lugar de irmã e posso falar pelos meus pais porque eles nunca em nenhum momento desses 15 anos a trataram diferente de qualquer outra filha, é sim a caçulinha mimada, mas muito mais por ter vindo depois de todas as outras crescidas do que por ser adotada.
Agda Mariana, para nós só Mariana, Ma, Marica, minha pequena que há muito já é maior que eu, minha debutante, mocinha com corpo de mulher e cabecinha de criança, moleca, linda, amor da minha vida, eu desejo tudo o que há de melhor nesse mundo para você, sou chata, teimosa e malvada contigo de vez em quando simplesmente porque quero sempre extrair de você o máximo, a menina mais inteligente, a mais educada, a vencedora, nunca vou me conformar com pouco de você, com o mais ou menos, quero sempre o melhor, quero sempre vê-la buscando o máximo para ser um ser-humano melhor!
Amo muito você minha princesa e te desejo toda a felicidade do mundo! Feliz aniversário!


Oi amiga! Obrigada por estar comigo neste momento tão difícil com palavras tão carinhosas! Deus te abençoe! Também tenho um enorme carinho por vc, a correria acaba tirando o pouco tempo que temos para conversar mas sempre lembro de vc!
Um grande beijo
fique com Deus
Isabel
Carlinhos
Nicole 1 mes para 4 aninhps
Bruno 8 meses
Muito lindo isso. Parabéns a tua família pelo ato de amor e carinho ao próximo. Linda ela…
Saudades de vc…mas eu sei que apareces “anos” depois…
hahahahaha
Tudo bem?
Espero que sim.
Um super beijo