Arquivos | abril, 2011

Vivendo e aprendendo

28 abr

Até engravidar e mais precisamente até o Nicolas nascer eu tinha algumas idéias pré-concebidas sobre a maternidade, coisas que queria fazer e que achava que se fizesse seriam sucesso na certa, até 2 meses atrás eu nunca tinha ouvido falar em saltos de desenvolvimento, crises de estresse por super-estímulo e coisas do gênero, acreditava que teria sangue frio para colocá-lo sozinho no quarto logo que nascesse e que bastava amamentar, trocar fraldas e colocar no bercinho, mas a maternagem é um mundo muito mais vasto do que se imagina.
Já começamos bem com as crises de cólica do bebê  ainda no hospital, voltamos para casa com um recém-nascido com o intestino preso berrando de dor, tivemos que lidar com o sofrimento do nosso filho já nos primeiros dias conosco, tive que me assumir como mãe leoa e enfiar meu filhote debaixo dos braços pra dormir agarradinho comigo, impor minha opinião enquanto a maioria das pessoas achava que ele sentia fome e eu devia complementar a mamada com NAN porque naquele momento era o que eu acreditava ser o melhor e assim foi, as crises de dor foram embora e tivemos algumas semanas de tranquilidade com um bebê que dormia praticamente o dia todo e só acordava uma vez na madrugada, problemas acabados não é?
Não, aos poucos fui percebendo que em alguns dias o Nicolas resolvia fazer festinhas noturnas, não dormia na hora de costume, chorava e tinha dores por conta de gases e dificuldade para fazer coco, fui observando que esses episódios eram exatamente quando saíamos de nossa rotina heremita, quando as visitas eram diferentes das de costume ou quando saíamos a lugares que ele ainda não conhecia, mas foi depois de ler o blog da Dani e ver que ela e o Lorenzo passavam pela mesma experiência que descobri as tais crises por super-estímulo, foi aprendendo a prever as crises e mesmo sem conseguir evitá-las por completo (só mesmo se não sair de casa e não receber ninguém) que fui conhecendo meu filho e entendendo cada comportamento dele, o que faz parte de sua personalidade, o que é fase, o que é desconforto e aceitando que cada dia é diferente do anterior.
Também conheci há pouco tempo o tal salto de desenvolvimento, pelo menos umas 2 longas semanas em que o bebê quis ficar grudado em mim e no peitão o tempo todo, cansativo, opressor mas recompensador esse tempo em que nos dedicamos apenas um ao outro, também aprendi muito sobre isso e já estou me preparando para o próximo salto que está chegando, coisas que não sabia que existia e que agora fazem parte da nossa vida.
Posso dizer com essa minha curta e quase insignificante experiência como mãe que não sabemos porcaria nenhuma sobre o assunto até estarmos nesse papel, se você quer ser mãe pesquise, se informe, leia, se prepare mas acima de tudo esteja certa de que as coisas sairão exatamente diferente do que você previa, o Nicolino é um bebê ótimo, não chora nem para mamar com exceção dos dias de crise, dorme direitinho geralmente no berço desmontável ao lado da minha cama e sem reclamar, mas ainda não conseguimos ter um ritmo de mamadas noturnas o que torna muito mais cansativo colocá-lo em seu quarto, logo o berço lindo continua sendo apenas decorativo, ele cresce num ritmo absurdo que faz com que todo o esquema de roupas separadas por tamanho e programadas para servir em determinada época com determinado clima tenha ido por água abaixo, aquele estoque de cobertas e cueiros assim como as mantas lindas, tênis, bonés, tudo parece completamente inútil quando você elege um cobertorzinho preferido, aprende que muito frufru só atrapalha e evita usar macacões sem pé para não perder tempo calçando os tênis na hora de sair, fora as preferências do bebê claro, Nicolino odeia luvas, gorros, detesta ser enrolado mas em alguns dias só dorme quietinho enrolado no seu “pulguento”, nome carinhoso do tal cobertorzinho, então não adianta a gente achar que vai decidir tudo, prever tudo e controlar tudo até porque estamos lidando com uma pessoinha que tem sua personalidade e está aprendendo a impor seus gostos e vou dizer, como é genioso e bravinho esse moleque, quando não quer conversa vira o rosto até para a mãe e a gente ao invés de achar ruim ainda ri da maneira que o filhote aprendeu a demonstrar suas vontades e dizer, ei povo estou crescendo!
Muitas verdades absolutas caíram por terra depois que meu filho nasceu e isso vale para tudo e não só para ele, eu por exemplo tinha medo do quanto o nascimento dele iria mexer com a rotina, com o meu casamento, com a relação homem-mulher entre eu e o Dori, pelo menos até agora pouca coisa mudou na nossa vida, com exceção das noites de sono entrecortadas com as mamadas do menino e de algum malabarismo para conseguir namorar enquanto ele dorme de resto nossas vidas continuam igual, com um ingrediente a mais, com mais cumplicidade, mais amor, mais felicidade isso sim!

Ah o amor!

11 abr

Gosto de estabelecer rotinas e pequenos rituais com o meu pequeno, sentar na poltrona com ele nos braços para amamentar é uma delas, adoro ficar lá sozinha com ele sem ninguém para atrapalhar (o que é bem difícil pois sempre aparece alguém, toca o telefone…), considero que esse assim como outros, são momentos para fortalecer um elo que já existia desde a barriga, mas fica cada dia mais forte.
Cada vez que abraço meu filhote e o coloco no peito para mamar ele me olha firme nos olhos e assim fica por um longo tempo, geralmente acaba pegando no sono, em todas as vezes ao cruzar meu olhar com o dele acabo caindo no choro, lágrimas de profundo amor, de gratidão e de felicidade por uma experiência que jamais imaginava passar, um sentimento que nunca imaginei ser capaz de sentir e que construímos juntos diariamente.
Não posso generalizar mas afirmo pela minha experiência que o que sentia em relação ao meu filho enquanto estava grávida não era exatamente amor, me sentia sim envolta em amor, em felicidade, algumas sensações que não consigo nomear, mas amor assim como sinto hoje não mesmo, ouso afirmar que o amor por ele nasceu imediatamente ao vê-lo pela primeira vez, mas que nunca sequer podia imaginar como seria esse sentimento que a cada dia cresce e se modifica. Enquanto grávida já sentia a responsabilidade pela sua vida, o cuidado, zelo por alguém que estava prestes a colocar no mundo, batia um medo enorme de não saber o que fazer quando ele chegasse, de as coisas não saírem bem e eu me arrepender de ter engravidado (grávida é mesmo maluca), mas até o momento em que meu filho nasceu meu marido era a pessoa mais importante da minha vida, coitado, perdeu seu posto com um piscar de olhos e sei que também perdi o meu no seu coração, estamos ali, ocupando a vice liderança perdendo de lavada para um serzinho de pouco mais de 4 quilos, banguela e chorão que nos faz rir como bobos até quando faz coco ou acorda com seu típico mau humor.
Cada dia ao lado do Nicolas tem sido um aprendizado, um apaixonante aprendizado, vamos no conhecendo e namorando, construindo nosso relacionamento, alimentando nosso amor, sim porque ele também se apaixona cada dia mais por nós, vai reforçando seus laços, reconhecendo cada movimento, palavra ou expressão vinda de nós, aprendendo que somos seu porto seguro e sua proteção contra tudo, mesmo que saibamos que em alguns momentos não conseguiremos protegê-lo, cada dia é um novo tijolo que acentamos na construção de nossa própria família com nosso valores e nossos sentimentos.
Não sei se existe felicidade maior do que ficar por alguns momentos olhando meu filho nos olhos, mas por ora essa é a minha maior satisfação!

O Tempo voa!

2 abr

E foi só piscar para se passar 1 mês! Parece que foi ontem que sofri angustiada a decisão de fazer a cesárea, parece que nem passou o tempo desde que o Nicolas nasceu e ao mesmo tempo parece que ele sempre esteve aqui.
Passei o último mês todo dedicada ao meu filhote, no início 100% do tempo mesmo já que não estava fazendo nada em casa, aos poucos fui reassumindo meu lugar de dona de casa mas sempre com o meu bebê em primeiro lugar, gostaria de ter escrito vários posts sobre o desenvolvimento dele, sobre cada descoberta nossa, sobre as dúvidas com pediatra, clima, sono, mas namorar meu pequeno se mostrou muito mais importante. Também devo confessar que o imediatismo do Twitter acabou me conquistando e acabo ficando muito mais por lá do que por aqui.
O que realmente importa é que meu filho completou 1 mês, grande, medindo 52cm e pesando 4,040Kg é o tourinho da mamãe, já está cheio de dobrinhas pelo corpo e mudou bastante a fisionomia, seus olhos ao que parece ficarão mesmo claros só não se definiram ainda se verdes ou azuis, esperto não gosta de usar luvas, sustenta por um bom tempo a cabeça e sempre que bobeamos faz xixi na hora que está sem fralda molhando tudo e todos a sua volta.
Nos últimos dias estamos experimentando a novidade do primeiro Salto de desenvolvimento, o menino que antes dormia e mamava tranquilamente, só reclamando nos episódios em que não conseguia fazer coco, agora está agitado, chorão, manhoso e só quer a mamãe, essa que vou escreve está um bagaço, 3 noites sem dormir, 3 dias carregando o chumbinho no colo e amamentando muito, muito, muito, tanto a ponto de emagrecer 1kg em 3 dias, tanto que os peitos nem estão enchendo mais, tanto que dói a cada mamada, mas se isso deixa o meu pequeno tranquilo, eu aguento.
O que consola é que como tudo na vida, essa fase passa, o que assusta é que teremos outros tantos saltos pela frente, mas o legal de tudo isso é que ele virá depois deles com novidades e com sua habitual tranquilidade.

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.