Arquivos | maio, 2011

Sobre as falsas verdades…

25 mai

Como todas as experiências de nossas vidas a maternidade / paternidade também é algo muito particular, cada fase da gestação à criação de um filho são vividas de maneira diferente por cada um de maneira diferente, porém existem algumas verdades absolutas propagadas por aí e é sobre elas, ou sobre como não são ão verdades assim, que quero falar. Assim que recebi o resultado positivo no exame de sangue comecei a temer os enjôos, a esperar os desejos, o sono, as idas frequentes ao banheiro, posso dizer que se não fosse pela barriga que cresceu, cresceu, cresceu não tive nenhum outro sintoma de gravidez, no final é que tive os temidos inchaços e a bexiga cheia constantemente por conta da barriga, mas não enjoei, não dormi de mais nem tive desejos, aliás nem comer de mais comi, tive uma gravidez tão tranquila que passou rapidíssimo e sinto muita falta dessa fase. “Durma agora porque você não dormirá mais quando o bebê nascer”, quem não ouviu isso na gravidez? Eu ouvi e muito e não dormi quase nada no fim da gravidez, tive muita insônia por conta de dormências e de idas ao banheiro, sem falar nas minhocas na cabeça pensando se o filhote nasceria perfeito, se eu morreria no parto, coisas que posso admitir hoje já que tudo correu perfeitamente. Sobre o parto existem várias verdades absolutas, que parto normal dói, que cesárea tem uma recuperação terrível, traumatiza, que seu seio com certeza vai rachar e você vai sofrer e seu filho vai chorar o tempo todo e você não vai dormiu a noite toda, bem sobre isso tudo posso dizer que comigo muita coisa foi diferente, como já disse antes não tive meu parto normal que queria e me sinto um tanto frustrada mas não pela cesárea e sim exclusivamente pela experiência que não tive, fora isso a cirurgia foi tão, mas tão tranquila que não tenho nada do que reclamar, não tive dores, não tive problemas de cicatrização, não sofri na recuperação, pelo contrário, queria fazer tudo sozinha e levava puxões de orelha o tempo todo, não sei se fui mais forte que as mulheres costumam ser mas não tenho nada a falar sobre a cesárea, foi bem tranquilo mesmo. Sobre o meu filhote também não tenho do que reclamar, aliás acho que toda mãe deveria ser informada que o recém-nascido dorme muito, quase não chora e é tranquilo, só que isso passa e eles ficam mais tempo acordados, aprendem que quanto mais alto chorarem mais rápido a gente atende e se entediam facilmente. O Nicolas sofreu nos primeiros dias com cólicas mas depois disso foi um amorzinho, acho que toda mãe deve dizer isso mas meu filho é bonzinho, acorda de madrugada mas dorme logo que acaba de mamar e eu claro durmo novamente também, perco no máximo uma hora por noite e hoje não faz diferença no meu dia, já acostumei de um jeito que acordo antes dele. Amamentar então foi intuitivo, tivemos dificuldade com um dos seios mas não tive rachaduras, leite empedrado, nada disso, é um momento de prazer e amor tão grande que quero amamentar por um bom tempo ainda, tinha muito medo de não dar certo, de não ter leite, de não conseguir mas como todo o resto a amamentação está sendo uma benção tão grande que não posso reclamar. Aí vocês me perguntam, mas não tem nada de errado e difícil na sua experiência de maternidade? Meu filho não dorme a noite toda, ele tem crises de choro de vez em quando, ele teima em dormir comigo em algumas noites, está começando a ter crises alérgicas e não sei quando o colocarei dormindo no seu quarto, mas quer saber? São dificuldades e contratempos que servem para que a gente aprenda, para a vida não ficar tão chata, para nos sentirmos humanos, afinal ser tudo quase perfeito é gostoso, se fosse perfeito seria chato!

Ah e não, a maternidade não atrapalhou meu casamento, a gravidez não esfriou a relação e o filho não é necessariamente um obstáculo para a vida sexual, digamos que as coisas não são iguais mas não necessariamente ruins, por aqui estamos cada dia mais juntos, mais unidos, mais felizes!

Quem se atreve a reclamar disso aqui?

Eu amamento!

14 mai

Nos últimos dias o tema amamentação veio à tona e infelizmente não foi de uma forma legal, dois episódios de repressão colocaram o assunto em pauta e muitas opiniões divergentes apareceram, os que são a favor da amamentação em público, que acham que é um ato de amor e algo natural que nada tem a ver com sensualidade e os que acham absurdo uma mulher com os seios de fora alimentando seu filho e pensam que se tem filho em fase de amamentação fica em casa ou dá mamadeira.
Vários blogs postaram coletivamente sobre o assunto e dessa vez quis fazer parte, mesmo que tardiamente, do movimento.
Eu sempre tive duas convicções sobre a maternidade, uma que teria parto normal e a segunda que amamentaria, sempre disse que me frustraria profundamente se não conseguisse uma delas mas que o mais importante era a segunda.
Não tive um parto normal, por fraqueza, falta de força para manter minha opinião, insegurança cansaço, enfim, uma frustração que vai me acompanhar sempre e que volta e meia faz aparecer uma fagulha de arrependimento, mas que tento lidar da melhor forma possível pois embora meu parto tenha sido cesária não posso reclamar da forma como foi conduzido e de como foi emocionante meu primeiro contato com o meu bebê, sobre a segunda convicção posso dizer que tenho mantido e pretendo manter por muito tempo ainda.
Embora o Nicolas tenha nascido em um hospital que incentiva o aleitamente materno não tive nenhum tipo de orientação sobre o assunto, quando a enfermeira o entregou nos meus braços ainda sujinho logo depois da cirurgia me disse que ele precisava mamar naquele momento para não ter problemas de saúde depois e eu ainda sob efeito da anestesia sem poder levantar a cabeça tentei dar o seio para o meu pequeno que não pegava e ela dizia que eu não tinha um bom bico e que ele não mamaria e se isso acontecesse seria necessário dar fórmula, nem preciso dizer que fiquei muito nervosa, insisti muito até que ele pegou o outro seio e mamou um pouco e depois mais um pouco e assim foi melhorando, mas só pegava um peito que foi ficando dolorido e ferido enquanto o outro enchia cada vez mais.
Cada enfermeira que entrava no plantão falava uma coisa sobre a amamentação mas ninguém veio me orientar sobre como incentivá-lo a pegar o seio rejeitado, sobre a péga correta e tudo o que eu sabia era o que já havia pesquisado antes e com essas informações fui seguindo até que ele começou a choramingar e a primeira coisa que todos disseram é que estava  com fome, que devia mandar para o berçario para tomar NAN, que meu leite não estava descendo e eu insistindo até que diante de tantos olhares de reprovação cedi e o levaram e claro o moleque se lambuzou com o leite industrializado oferecido de forma fácil num copinho, e chorou mais e novamente disseram que era fome, eu no meu íntimo achava que era dor de barriga mas não contrariava, e assim foram os dias no hospital, 3 mamadas de NAN, muito choro e um bebê que voltou para casa sofrendo para fazer cocô.
Na primeira noite em casa o Nicolas chorou tanto de cólica que chegou a perder o fôlego, corremos para o Ps e ouvi do médico tudo o que eu sempre pensei mas que vinha reprimindo para não contraria ninguém, meu filho não tinha fome, ganhava peso, mamava muito e não precisava de complemento, devíamos acreditar mais em nossos instintos e não voltar a hospitais com ele a menos que realmente precisasse, voltamos para casa mais confiantes, pais de primeira viagem mas com a nossa opinião finalmente prevalecendo.
Com exceção do episódio do hospital meu filho só mama no meu peito desde que nasceu, não tive mais problemas com o seio rejeitado, fomos nos acostumando, usei um protetor de silicone para “enganá-lo” até que acostumasse com o bico menor e hoje ele mama nos dois, nunca mais teve cólicas e seu intestino funciona muito bem, tenho um filho de 2 meses com quase 6 quilos, saúde de ferro e as coxas gorduchas mais deliciosas do planeta e posso dizer para vocês que nada no mundo é mais gratificante do que alimentar meu bebê, saber que mesmo fora de mim eu ainda sou responsável por fazê-lo crescer é algo mágico que compensa o tempo acordada com frio de madrugada.
Não sei até quando o Nicolas mamará, mas pelo andar da carruagem com tudo funcionando tão bem acho que vamos longe na parceria, não pretendo oferecer mamadeira ao meu pequeno, enquanto mamar será no seio e se Deus quiser isso deve acontecer por muito tempo ainda e até lá só tenho mesmo é que curtir cada pausa na correria do dia a dia para sentar e servir o alimento do meu filhote e agradecer muito à Deus por ter essa oportunidade.
Sobre amamentar em público, só tenho a dizer que nada nem ninguém vai privar meu filho de mamar quando e onde quiser e posso dizer que até torço para alguém vir se meter a besta comigo para ver com quantos peitos se faz uma mãe de mamífero.

Quase 3 meses de pura gostosura regada a leite materno!

Para Nicolas como amor

7 mai

Eu sempre fiz posts de dia das Mães, dia dos Pais, aniversário de alguém que amo, sempre gostei de falar das pessoas importantes para mim mas confesso que estou há dias tentando encontrar palavras para falar de mim como mãe.
Não sei que tipo de mãe sou ou serei, todo dia tenho dúvidas e medo de não ser tão boa quando gostaria, não sei se conseguirei tomar as decisões certas nas horas certas, mas sei que pessoas legais e com bons valores tem que se esforçar muito para conseguirem transformar os filhos em pessoas ruins, e acho que nós somos gente boa então o mínimo que o Nicolas pode ser quando crescer é um cara bem legal.
Já tentei falar sobre o sentimento de ser mãe, sobre o amor que sinto pelo meu piolhinho mas é impossível usar palavras para expressar essa loucura, não sei o que dizer sobre mim nem sobre o que sinto mas sei o que dizer sobre você meu filho, pelo menos sobre como era antes de você e como minha vida se modificou quando você chegou.
Antes eu era uma, agora sou também você, vivo intensamente cada dia seu, quando te coloco em meu seio para alimentá-lo, alimento também a minha alma com imagens suas, com a sensação de todos os dias dar mais vida a você, eu me alimento da sua presença filho, eu sou feliz simplesmente por você estar aqui ao alcance dos meus olhos, eu tenho prazer em acordar de madrugada e te pegar nos braços, te ninar, conversar contigo ao pé do ouvido, depois de você não me sinto mais sozinha, você me acompanha o tempo todo nem que seja apenas em lembranças.
Quando você ia nascer eu tive medo de não me dar conta da importância do que estava acontecendo, lembro que tudo estava tão normal, tranquilo e principalmente da sensação louca que tive quando te vi, do amor que me inundou no momento que você foi retirado de dentro de mim, o mundo parou no momento em que olhei para o seu pai e vi uma lágrima rolando, quando perguntei se vc tinha nascido e ele confirmou, não foi só você que nasceu naquele momento meu amor, eu também nasci ali novamente.
É clichê dizer que você é meu maior presente, mas é a verdade absoluta na minha vida, você é tudo o que eu sempre quis, o bebê mais lindo, bonzinho, perfeito, maravilhoso a tal ponto que até hoje não acredito ser merecedora de tudo isso, não me acho a altura de você Anguzinho, meu filhote, meu amor, minha vida, sim, você é minha vida, a personificação de tudo o que eu poderia desejar, é o resultado de uma vida de amor, e a mistura de duas pessoas que se amam e que hoje estão unidas para te amar, você é amor meu filho, é feito todinho de amor e é isso que você trás para a nossa casa, muito amor e é por isso que eu só tenho a agradecer.

Nicolas, obrigada por ser sua mãe!

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