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Aprendendo

6 abr

Preciso aprender a ouvir e também a não dar ouvidos, a calar e a me desligar de alguns pensamentos, preciso aprender a relaxar, descansar e a não me apegar, preciso aprender a não esperar nada mesmo que eu tenha dado tudo, preciso aprender a não me surpreender com nada. Preciso aprender a perdoar, a pedir perdão, a corrigir meus erros e a não me surpreender se os outros presistirem nos deles, preciso aprender a não remoer coisas insignificantes principalmente quando envolverem pessoas igualmente sem importância, preciso aprender a ligar o foda-se com mais frequencia.

Certamente ainda preciso aprender muita coisa e também é certo que não sou a única, a maioria das pessoas não sabe manter o controle e a responsabilidade com a palavra dita, falam o que querem como bem entendem sem se preocupar com o que e para quem é dito, a facilidade com que vomitam fonemas é a mesma com que esquecem o que foi dito e sobretudo esquecem de quem as ouve, esquecem  que a palavra proferida (ou escrita) não volta nunca e muitas vezes tem o poder de acabar com alguém.

Porque estou dizendo isso?

Muitos motivos, tenho feito alguns exercícios de auto-avaliação e tentado melhorar em algumas coisas que me fazem sofrer entre elas a minha capacidade de ficar quieta quando não devo falar e a de deixar para lá coisas que não merecem minha atenção. Outro motivo é a minha ineficácia no segundo quesito, sério, não consigo não me aborrecer ao ouvir certas coisas, não sei não me envolver com o que escuto, não sei não me abater quando me sinto machucada.

Estou de saco cheio de ouvir besteira e de todo mundo pensar que suas palavras, sentimentos e problemas não apenas são maiores que os meus como também acreditarem que estou sempre à disposição para servir de ombro amigo, analista e conselheira. Sinceramente, cansei!

Cansei de sempre ter alguém com mais problemas que eu, mais cansada, com dores maiores ou maiores dívidas, com menos tempo ou menos capacidade para fazer uma tarefa que eu lógicamente tenho que quebrar o galho e fazer pois sou legal, estou extremamente de saco cheio de todo dia alguém me lembrar de que não sou mãe (assunto para outro post) e que por isso não tenho conhecimento para opinar sobre nada como se parir transformasse automaticamente aqualquer imbecil em brilhantes pensadores e lhes desse requisito para estarem sempre certos em quaisquer decisões que tomassem, claro eles têm filhos, sabem o que estão fazendo, eu não!

Se aconteceu algo específico?

Não, hoje não.

Se alguém me aborreceu?

Não também, mas tenho me sentido cansada, sobrecarregada , como se a mochilinha de problemas alheios que carrego nas costas já tivesse trasbordado e mesmo assim todo dia alguém resolvesse enfiar só mais uma pedrinha afinal não fará tanta diferença, é só um pequeno desabafo e afinal a Diana nemtem filhos, trabalha em casa e vive rindo, ela é perfeita para carregar as minhas pedrinhas.

É mas a Diana tem suas próprias pedras, seus próprios problemas e principalmente seus próprios sentimentos.

A Diana não é uma idiota e embora ela goste de ajudar, ame as pessoas a sua volta e seja bem carente ela sabe muito bem distinguir quem a ama e se preocupa com ela de quem só quer mesmo um favorzinho e não tem outra pessoa com quem contar. A Diana tá acima do peso, com um negócio à beira da falência, beirando os 30 sem ter realizado um milhão de sonhos (inclusive os filhos que ela não tem), frustrada com um monte de coisa que queria que fosse diferente inclusive em relação às pessoas que a cercam, dizendo vários sim  que seriam não se ela tivesse energia para virar algumas mesas da sua vida.

Ando stressada, eu sei, mas ando acima de tudo insatisfeita, com um punhado de coisas, minha vida, minhas decisões, “minhas pessoas” se assim posso me referir a quem me cerca, precisando de um ombro para aguentar a mim e o que já carrego pelos outros nos meus próprios, preciso de férias da vida para organizar a cabeça, o coração e o corpo, precisava na verdade nascer de volta, mas como não é possível só uns dias desligada de tudo já bastavam.

Se as pessoas fizessem ideia de algumas coisas que guardo só para mim simplesmente por não  poder conversar com ninguém certamente teriam vergonha de me aborrecer com algumas coisas tão idiotas, é mas vamos seguindo, como sempre digo, não é fácil ser eu!

Momento desabafo mode off:

Desculpa aí, mas também se não puder tocar o foda-se aqui no blog vou fazer onde?

2008

4 jan

Eu não esqueci que havia dito que não voltaria a postar e embora não goste de rótulos e convenções é um novo ano e como todo começo está aí cheirando a caderno novo prontinho para ser escrito, isso não quer dizer também que eu vá continuar postando apenas que achei interessante falar desse novo começo.

Não gosto de listas de resoluções pois no final do ano sempre geram frustrações pelas coisas não realizadas, gosto de metas, de sonhos, objetivos e acho que a simbologia de um início de ano é ótima para se renovar os projetos, sem listas, sem cobranças, apenas com a mente aberta para algo que está se iniciando, prontinho para vc fazer o que desejar.

O que eu desejo do meu 2008? Muita coisa que desejei nos últimos anos, tranquilidade, amor, prosperidade, trabalho e minha família um pouco maior, esse último dessa vez não como sonho e sim como projeto, esse ano definitivamente vai!

Estou crescendo, embora um pouco tardiamente mas estou, não que eu fosse imatura, mas acho que muita coisa difícil serve como experiência e se não aprendemos com o que ganhamos de bom, que seja com as dificuldades e sou uma boa aluna, aprendo rápido e com tudo, acho que todos podemos aprender e ensinar e muito do que aprendi têm servido para eu crescer como pessoa, definitivamente sou uma pessoa melhor, no ano que passou consegui dar alguns passos na minha vida e digamos que não acabei no lucro, porém também não foi no prejuízo, a balança definitivamente equilibrou e daqui por diante os dias serão meus.

Minha meta para 2008 não são quilos a menos, reais a mais, não é um diploma ou um carro novo na garagem, meus objetivos são progresso, alegria, mais e mais sorrisos, beijos, livros, filmes, pipoca, coversas intermináveis sobre coisa alguma, textos que são apagados sem publicar em lugar nenhum, fotos engraçadas, viagens inesquecíveis, dias lindos de sol e aconchegantes tardes chuvas, meus planos para o ano novinho em folha são os melhores possíveis, ser Feliz!

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