Ah o amor!

11 abr

Gosto de estabelecer rotinas e pequenos rituais com o meu pequeno, sentar na poltrona com ele nos braços para amamentar é uma delas, adoro ficar lá sozinha com ele sem ninguém para atrapalhar (o que é bem difícil pois sempre aparece alguém, toca o telefone…), considero que esse assim como outros, são momentos para fortalecer um elo que já existia desde a barriga, mas fica cada dia mais forte.
Cada vez que abraço meu filhote e o coloco no peito para mamar ele me olha firme nos olhos e assim fica por um longo tempo, geralmente acaba pegando no sono, em todas as vezes ao cruzar meu olhar com o dele acabo caindo no choro, lágrimas de profundo amor, de gratidão e de felicidade por uma experiência que jamais imaginava passar, um sentimento que nunca imaginei ser capaz de sentir e que construímos juntos diariamente.
Não posso generalizar mas afirmo pela minha experiência que o que sentia em relação ao meu filho enquanto estava grávida não era exatamente amor, me sentia sim envolta em amor, em felicidade, algumas sensações que não consigo nomear, mas amor assim como sinto hoje não mesmo, ouso afirmar que o amor por ele nasceu imediatamente ao vê-lo pela primeira vez, mas que nunca sequer podia imaginar como seria esse sentimento que a cada dia cresce e se modifica. Enquanto grávida já sentia a responsabilidade pela sua vida, o cuidado, zelo por alguém que estava prestes a colocar no mundo, batia um medo enorme de não saber o que fazer quando ele chegasse, de as coisas não saírem bem e eu me arrepender de ter engravidado (grávida é mesmo maluca), mas até o momento em que meu filho nasceu meu marido era a pessoa mais importante da minha vida, coitado, perdeu seu posto com um piscar de olhos e sei que também perdi o meu no seu coração, estamos ali, ocupando a vice liderança perdendo de lavada para um serzinho de pouco mais de 4 quilos, banguela e chorão que nos faz rir como bobos até quando faz coco ou acorda com seu típico mau humor.
Cada dia ao lado do Nicolas tem sido um aprendizado, um apaixonante aprendizado, vamos no conhecendo e namorando, construindo nosso relacionamento, alimentando nosso amor, sim porque ele também se apaixona cada dia mais por nós, vai reforçando seus laços, reconhecendo cada movimento, palavra ou expressão vinda de nós, aprendendo que somos seu porto seguro e sua proteção contra tudo, mesmo que saibamos que em alguns momentos não conseguiremos protegê-lo, cada dia é um novo tijolo que acentamos na construção de nossa própria família com nosso valores e nossos sentimentos.
Não sei se existe felicidade maior do que ficar por alguns momentos olhando meu filho nos olhos, mas por ora essa é a minha maior satisfação!

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6 Respostas to “Ah o amor!”

  1. Fernanda Julião abril 11, 2011 às 4:26 pm #

    Sem palavras Di, suas palavras já transmite o amor que vc sente… meus olhinhos se encheram de lágrimas…. 😀
    E que Deus continue abençoando vcs.. essa família linda que tive o prazer de conhecer!!! bjs

  2. Dani abril 12, 2011 às 4:53 pm #

    Amo esse olho no olho durante a amamentação!
    Uma coisa de louco esse amor que sentimos né?!
    Eu perguntei pro marido, esses dias, a quem ele amava mais, se a mim ou ao Lorenzo e ele disse “ambos”. Fiquei chateadíssima e disse que ele devia amar mais ao Lorenzo do que a mim.

  3. Tati (Mulher & Mãe) abril 12, 2011 às 5:57 pm #

    Adoro essa sensação também. Ainda hoje, com eles maiores (um com 7 e uma com 1a6m), ainda gosto de ficar coladinha enquanto dormem, curtindo tudo o que posso e não posso. Muito amor!!
    Beijos
    Tati

  4. Karin abril 19, 2011 às 12:35 pm #

    oi Diana, eu jurava que tinha comentado, nem sei porque resolvi olhar os comentários… que raiva, não foi o meu! detesto quando isso acontece, e o pior que acontece com frequencia!! afff

    Enfim…amei seu post, lindo! Real! A gente tem dessas de amar muito, sem nem imaginar quanto né! É um amor que não tem como medir, é bem possível que daríamos a nossa vida por eles…São nossos maiores tesouros, e aproveitar cada minuto da vida deles é o melhor presente!

    beijos

  5. patricia pat abril 27, 2011 às 4:36 pm #

    Diana e nicolas (é a mesma do babycenter?) amei sua declaração. Na gravidez eu me vi com pensamentos absurdos de extremo cuidado com o futuro, qnd saí da maternidade me bateu um medo de estar na rua com aquele bebezinho tão indefeso. Até deixa-la no berço sozinha me dói o coração. É muito amor…
    bjs.

  6. Ana Luísa abril 28, 2011 às 11:49 am #

    Ei Di! Deve ser uma delícia viver isso, sentir esse amor gigante por um ser tão pequenino! Amor de mãe é tão mágico! Sonho com os meus momentos desses, hahhaa.
    Beijos

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