Eu amamento!

14 maio

Nos últimos dias o tema amamentação veio à tona e infelizmente não foi de uma forma legal, dois episódios de repressão colocaram o assunto em pauta e muitas opiniões divergentes apareceram, os que são a favor da amamentação em público, que acham que é um ato de amor e algo natural que nada tem a ver com sensualidade e os que acham absurdo uma mulher com os seios de fora alimentando seu filho e pensam que se tem filho em fase de amamentação fica em casa ou dá mamadeira.
Vários blogs postaram coletivamente sobre o assunto e dessa vez quis fazer parte, mesmo que tardiamente, do movimento.
Eu sempre tive duas convicções sobre a maternidade, uma que teria parto normal e a segunda que amamentaria, sempre disse que me frustraria profundamente se não conseguisse uma delas mas que o mais importante era a segunda.
Não tive um parto normal, por fraqueza, falta de força para manter minha opinião, insegurança cansaço, enfim, uma frustração que vai me acompanhar sempre e que volta e meia faz aparecer uma fagulha de arrependimento, mas que tento lidar da melhor forma possível pois embora meu parto tenha sido cesária não posso reclamar da forma como foi conduzido e de como foi emocionante meu primeiro contato com o meu bebê, sobre a segunda convicção posso dizer que tenho mantido e pretendo manter por muito tempo ainda.
Embora o Nicolas tenha nascido em um hospital que incentiva o aleitamente materno não tive nenhum tipo de orientação sobre o assunto, quando a enfermeira o entregou nos meus braços ainda sujinho logo depois da cirurgia me disse que ele precisava mamar naquele momento para não ter problemas de saúde depois e eu ainda sob efeito da anestesia sem poder levantar a cabeça tentei dar o seio para o meu pequeno que não pegava e ela dizia que eu não tinha um bom bico e que ele não mamaria e se isso acontecesse seria necessário dar fórmula, nem preciso dizer que fiquei muito nervosa, insisti muito até que ele pegou o outro seio e mamou um pouco e depois mais um pouco e assim foi melhorando, mas só pegava um peito que foi ficando dolorido e ferido enquanto o outro enchia cada vez mais.
Cada enfermeira que entrava no plantão falava uma coisa sobre a amamentação mas ninguém veio me orientar sobre como incentivá-lo a pegar o seio rejeitado, sobre a péga correta e tudo o que eu sabia era o que já havia pesquisado antes e com essas informações fui seguindo até que ele começou a choramingar e a primeira coisa que todos disseram é que estava  com fome, que devia mandar para o berçario para tomar NAN, que meu leite não estava descendo e eu insistindo até que diante de tantos olhares de reprovação cedi e o levaram e claro o moleque se lambuzou com o leite industrializado oferecido de forma fácil num copinho, e chorou mais e novamente disseram que era fome, eu no meu íntimo achava que era dor de barriga mas não contrariava, e assim foram os dias no hospital, 3 mamadas de NAN, muito choro e um bebê que voltou para casa sofrendo para fazer cocô.
Na primeira noite em casa o Nicolas chorou tanto de cólica que chegou a perder o fôlego, corremos para o Ps e ouvi do médico tudo o que eu sempre pensei mas que vinha reprimindo para não contraria ninguém, meu filho não tinha fome, ganhava peso, mamava muito e não precisava de complemento, devíamos acreditar mais em nossos instintos e não voltar a hospitais com ele a menos que realmente precisasse, voltamos para casa mais confiantes, pais de primeira viagem mas com a nossa opinião finalmente prevalecendo.
Com exceção do episódio do hospital meu filho só mama no meu peito desde que nasceu, não tive mais problemas com o seio rejeitado, fomos nos acostumando, usei um protetor de silicone para “enganá-lo” até que acostumasse com o bico menor e hoje ele mama nos dois, nunca mais teve cólicas e seu intestino funciona muito bem, tenho um filho de 2 meses com quase 6 quilos, saúde de ferro e as coxas gorduchas mais deliciosas do planeta e posso dizer para vocês que nada no mundo é mais gratificante do que alimentar meu bebê, saber que mesmo fora de mim eu ainda sou responsável por fazê-lo crescer é algo mágico que compensa o tempo acordada com frio de madrugada.
Não sei até quando o Nicolas mamará, mas pelo andar da carruagem com tudo funcionando tão bem acho que vamos longe na parceria, não pretendo oferecer mamadeira ao meu pequeno, enquanto mamar será no seio e se Deus quiser isso deve acontecer por muito tempo ainda e até lá só tenho mesmo é que curtir cada pausa na correria do dia a dia para sentar e servir o alimento do meu filhote e agradecer muito à Deus por ter essa oportunidade.
Sobre amamentar em público, só tenho a dizer que nada nem ninguém vai privar meu filho de mamar quando e onde quiser e posso dizer que até torço para alguém vir se meter a besta comigo para ver com quantos peitos se faz uma mãe de mamífero.

Quase 3 meses de pura gostosura regada a leite materno!

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