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Dez meses depois

2 jan

E não é que o ano acabou, meu filho cresceu lindamente e eu mãe, mulher, dona de casa não consegui dara s caras aqui como gostaria.
A cada mês que passou, cada conquista, cada progresso do carinha que aqui habita eu pensava, preciso postar no blog e o dia ia embora, afinal gastar meu tempo corujando o filhote é mais produtivo né?
Programei de fazer um mega post quando ele fez 6 meses e nada, programei outro pra ontem qdo completou 10 e não vim postar, então resolvi hoje durante o soninho matinal de 30 minutos vir correndo contar como anda nossa família.
O Nicolas como eu disse está com 10 meses, ao contrário de quando era um recém-nascido está com o sono bem mais agitado, desde os 4 meses e meio como um passe de mágica passou a acordar novamente a cada 3 horas, no máximo, e não quer saber do berço, o negócio dele é passar as primeiras horas por lá e depois deitar nos meus braços na minha cama, agora está começando a desgrudar e até dorme no próprio travesseiro o que a mamãe aqui agradece pois pode dormir um pouco melhor, mas apartir de hoje começaremos uma operação de guerra para colocá-lo nos eixos.
Bebezão continua mamando muito, adora dar uma chupeitada no meio da brincadeira e eu amo amamentar meu filho, nunca passou pela minha cabeça desmamá-lo e iremos longe ainda com esse elo só nosso, o que é importantíssimo já que observamos que ele tem uma alergia ao leite de vaca, ainda não sei o grau da alergia nem se é alérgico a outro alimento, o fato é que por 3 vezes foi oferecido alimentos que continham leite e ele empolou completamente, então, nada de leite, derivados, besteiras em geral…
Eu não tenho tempo para mais nada, como sou cabeça dura e quero fazer tudo sem ajuda de ninguém me desdobro em mil pra cuidar de filho, casa, marido, enfim, nem sobra tempo pra mim mesma, ultimamente tenho tentado delegar mais, envolver o pai, os avós e até deixando a cria na vovó de vez em quando para dar uma relaxada e cuidar mais de mim, tem sido bom mas ainda preciso me libertar mais e ser menos neurótica.
Esses 10 meses foram de intenso aprendizado, nós aprendemos a ser pais enquanto o Nicolas está aprendendo a ser um indivíduo, se tornando independente e buscando coisas novas, no último dia do ano começou a engatinha, tardiamente é verdade, mas pra compensar a preguiça para se locomever meu moleque é extremamente esperto para aprender coisas novas, ele sabe o que é telefone, faz td e qualquer brinquedo e pessoa dormir, manda beijos, bate palmas, dá tchauzinho e faz em cá, balbucia algumas sílabas e entende bastante coisa que é falada para ele, um prodígio esse menino rs…
O que espero para o ano que começa? Muita saúde pro pequeno, muita paz e amor para a família e tempo, tempo para conseguir aos poucos voltar a ser mais Diana e menos mãe por algumas horinhas, estão nos planos fazer uma atividade física, voltar a craftar e ganhar dinheiro pq só gastar não está dando certo.

Título (opcional)

Tô crescendo

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Sobre as falsas verdades…

25 maio

Como todas as experiências de nossas vidas a maternidade / paternidade também é algo muito particular, cada fase da gestação à criação de um filho são vividas de maneira diferente por cada um de maneira diferente, porém existem algumas verdades absolutas propagadas por aí e é sobre elas, ou sobre como não são ão verdades assim, que quero falar. Assim que recebi o resultado positivo no exame de sangue comecei a temer os enjôos, a esperar os desejos, o sono, as idas frequentes ao banheiro, posso dizer que se não fosse pela barriga que cresceu, cresceu, cresceu não tive nenhum outro sintoma de gravidez, no final é que tive os temidos inchaços e a bexiga cheia constantemente por conta da barriga, mas não enjoei, não dormi de mais nem tive desejos, aliás nem comer de mais comi, tive uma gravidez tão tranquila que passou rapidíssimo e sinto muita falta dessa fase. “Durma agora porque você não dormirá mais quando o bebê nascer”, quem não ouviu isso na gravidez? Eu ouvi e muito e não dormi quase nada no fim da gravidez, tive muita insônia por conta de dormências e de idas ao banheiro, sem falar nas minhocas na cabeça pensando se o filhote nasceria perfeito, se eu morreria no parto, coisas que posso admitir hoje já que tudo correu perfeitamente. Sobre o parto existem várias verdades absolutas, que parto normal dói, que cesárea tem uma recuperação terrível, traumatiza, que seu seio com certeza vai rachar e você vai sofrer e seu filho vai chorar o tempo todo e você não vai dormiu a noite toda, bem sobre isso tudo posso dizer que comigo muita coisa foi diferente, como já disse antes não tive meu parto normal que queria e me sinto um tanto frustrada mas não pela cesárea e sim exclusivamente pela experiência que não tive, fora isso a cirurgia foi tão, mas tão tranquila que não tenho nada do que reclamar, não tive dores, não tive problemas de cicatrização, não sofri na recuperação, pelo contrário, queria fazer tudo sozinha e levava puxões de orelha o tempo todo, não sei se fui mais forte que as mulheres costumam ser mas não tenho nada a falar sobre a cesárea, foi bem tranquilo mesmo. Sobre o meu filhote também não tenho do que reclamar, aliás acho que toda mãe deveria ser informada que o recém-nascido dorme muito, quase não chora e é tranquilo, só que isso passa e eles ficam mais tempo acordados, aprendem que quanto mais alto chorarem mais rápido a gente atende e se entediam facilmente. O Nicolas sofreu nos primeiros dias com cólicas mas depois disso foi um amorzinho, acho que toda mãe deve dizer isso mas meu filho é bonzinho, acorda de madrugada mas dorme logo que acaba de mamar e eu claro durmo novamente também, perco no máximo uma hora por noite e hoje não faz diferença no meu dia, já acostumei de um jeito que acordo antes dele. Amamentar então foi intuitivo, tivemos dificuldade com um dos seios mas não tive rachaduras, leite empedrado, nada disso, é um momento de prazer e amor tão grande que quero amamentar por um bom tempo ainda, tinha muito medo de não dar certo, de não ter leite, de não conseguir mas como todo o resto a amamentação está sendo uma benção tão grande que não posso reclamar. Aí vocês me perguntam, mas não tem nada de errado e difícil na sua experiência de maternidade? Meu filho não dorme a noite toda, ele tem crises de choro de vez em quando, ele teima em dormir comigo em algumas noites, está começando a ter crises alérgicas e não sei quando o colocarei dormindo no seu quarto, mas quer saber? São dificuldades e contratempos que servem para que a gente aprenda, para a vida não ficar tão chata, para nos sentirmos humanos, afinal ser tudo quase perfeito é gostoso, se fosse perfeito seria chato!

Ah e não, a maternidade não atrapalhou meu casamento, a gravidez não esfriou a relação e o filho não é necessariamente um obstáculo para a vida sexual, digamos que as coisas não são iguais mas não necessariamente ruins, por aqui estamos cada dia mais juntos, mais unidos, mais felizes!

Quem se atreve a reclamar disso aqui?

Eu amamento!

14 maio

Nos últimos dias o tema amamentação veio à tona e infelizmente não foi de uma forma legal, dois episódios de repressão colocaram o assunto em pauta e muitas opiniões divergentes apareceram, os que são a favor da amamentação em público, que acham que é um ato de amor e algo natural que nada tem a ver com sensualidade e os que acham absurdo uma mulher com os seios de fora alimentando seu filho e pensam que se tem filho em fase de amamentação fica em casa ou dá mamadeira.
Vários blogs postaram coletivamente sobre o assunto e dessa vez quis fazer parte, mesmo que tardiamente, do movimento.
Eu sempre tive duas convicções sobre a maternidade, uma que teria parto normal e a segunda que amamentaria, sempre disse que me frustraria profundamente se não conseguisse uma delas mas que o mais importante era a segunda.
Não tive um parto normal, por fraqueza, falta de força para manter minha opinião, insegurança cansaço, enfim, uma frustração que vai me acompanhar sempre e que volta e meia faz aparecer uma fagulha de arrependimento, mas que tento lidar da melhor forma possível pois embora meu parto tenha sido cesária não posso reclamar da forma como foi conduzido e de como foi emocionante meu primeiro contato com o meu bebê, sobre a segunda convicção posso dizer que tenho mantido e pretendo manter por muito tempo ainda.
Embora o Nicolas tenha nascido em um hospital que incentiva o aleitamente materno não tive nenhum tipo de orientação sobre o assunto, quando a enfermeira o entregou nos meus braços ainda sujinho logo depois da cirurgia me disse que ele precisava mamar naquele momento para não ter problemas de saúde depois e eu ainda sob efeito da anestesia sem poder levantar a cabeça tentei dar o seio para o meu pequeno que não pegava e ela dizia que eu não tinha um bom bico e que ele não mamaria e se isso acontecesse seria necessário dar fórmula, nem preciso dizer que fiquei muito nervosa, insisti muito até que ele pegou o outro seio e mamou um pouco e depois mais um pouco e assim foi melhorando, mas só pegava um peito que foi ficando dolorido e ferido enquanto o outro enchia cada vez mais.
Cada enfermeira que entrava no plantão falava uma coisa sobre a amamentação mas ninguém veio me orientar sobre como incentivá-lo a pegar o seio rejeitado, sobre a péga correta e tudo o que eu sabia era o que já havia pesquisado antes e com essas informações fui seguindo até que ele começou a choramingar e a primeira coisa que todos disseram é que estava  com fome, que devia mandar para o berçario para tomar NAN, que meu leite não estava descendo e eu insistindo até que diante de tantos olhares de reprovação cedi e o levaram e claro o moleque se lambuzou com o leite industrializado oferecido de forma fácil num copinho, e chorou mais e novamente disseram que era fome, eu no meu íntimo achava que era dor de barriga mas não contrariava, e assim foram os dias no hospital, 3 mamadas de NAN, muito choro e um bebê que voltou para casa sofrendo para fazer cocô.
Na primeira noite em casa o Nicolas chorou tanto de cólica que chegou a perder o fôlego, corremos para o Ps e ouvi do médico tudo o que eu sempre pensei mas que vinha reprimindo para não contraria ninguém, meu filho não tinha fome, ganhava peso, mamava muito e não precisava de complemento, devíamos acreditar mais em nossos instintos e não voltar a hospitais com ele a menos que realmente precisasse, voltamos para casa mais confiantes, pais de primeira viagem mas com a nossa opinião finalmente prevalecendo.
Com exceção do episódio do hospital meu filho só mama no meu peito desde que nasceu, não tive mais problemas com o seio rejeitado, fomos nos acostumando, usei um protetor de silicone para “enganá-lo” até que acostumasse com o bico menor e hoje ele mama nos dois, nunca mais teve cólicas e seu intestino funciona muito bem, tenho um filho de 2 meses com quase 6 quilos, saúde de ferro e as coxas gorduchas mais deliciosas do planeta e posso dizer para vocês que nada no mundo é mais gratificante do que alimentar meu bebê, saber que mesmo fora de mim eu ainda sou responsável por fazê-lo crescer é algo mágico que compensa o tempo acordada com frio de madrugada.
Não sei até quando o Nicolas mamará, mas pelo andar da carruagem com tudo funcionando tão bem acho que vamos longe na parceria, não pretendo oferecer mamadeira ao meu pequeno, enquanto mamar será no seio e se Deus quiser isso deve acontecer por muito tempo ainda e até lá só tenho mesmo é que curtir cada pausa na correria do dia a dia para sentar e servir o alimento do meu filhote e agradecer muito à Deus por ter essa oportunidade.
Sobre amamentar em público, só tenho a dizer que nada nem ninguém vai privar meu filho de mamar quando e onde quiser e posso dizer que até torço para alguém vir se meter a besta comigo para ver com quantos peitos se faz uma mãe de mamífero.

Quase 3 meses de pura gostosura regada a leite materno!

Para Nicolas como amor

7 maio

Eu sempre fiz posts de dia das Mães, dia dos Pais, aniversário de alguém que amo, sempre gostei de falar das pessoas importantes para mim mas confesso que estou há dias tentando encontrar palavras para falar de mim como mãe.
Não sei que tipo de mãe sou ou serei, todo dia tenho dúvidas e medo de não ser tão boa quando gostaria, não sei se conseguirei tomar as decisões certas nas horas certas, mas sei que pessoas legais e com bons valores tem que se esforçar muito para conseguirem transformar os filhos em pessoas ruins, e acho que nós somos gente boa então o mínimo que o Nicolas pode ser quando crescer é um cara bem legal.
Já tentei falar sobre o sentimento de ser mãe, sobre o amor que sinto pelo meu piolhinho mas é impossível usar palavras para expressar essa loucura, não sei o que dizer sobre mim nem sobre o que sinto mas sei o que dizer sobre você meu filho, pelo menos sobre como era antes de você e como minha vida se modificou quando você chegou.
Antes eu era uma, agora sou também você, vivo intensamente cada dia seu, quando te coloco em meu seio para alimentá-lo, alimento também a minha alma com imagens suas, com a sensação de todos os dias dar mais vida a você, eu me alimento da sua presença filho, eu sou feliz simplesmente por você estar aqui ao alcance dos meus olhos, eu tenho prazer em acordar de madrugada e te pegar nos braços, te ninar, conversar contigo ao pé do ouvido, depois de você não me sinto mais sozinha, você me acompanha o tempo todo nem que seja apenas em lembranças.
Quando você ia nascer eu tive medo de não me dar conta da importância do que estava acontecendo, lembro que tudo estava tão normal, tranquilo e principalmente da sensação louca que tive quando te vi, do amor que me inundou no momento que você foi retirado de dentro de mim, o mundo parou no momento em que olhei para o seu pai e vi uma lágrima rolando, quando perguntei se vc tinha nascido e ele confirmou, não foi só você que nasceu naquele momento meu amor, eu também nasci ali novamente.
É clichê dizer que você é meu maior presente, mas é a verdade absoluta na minha vida, você é tudo o que eu sempre quis, o bebê mais lindo, bonzinho, perfeito, maravilhoso a tal ponto que até hoje não acredito ser merecedora de tudo isso, não me acho a altura de você Anguzinho, meu filhote, meu amor, minha vida, sim, você é minha vida, a personificação de tudo o que eu poderia desejar, é o resultado de uma vida de amor, e a mistura de duas pessoas que se amam e que hoje estão unidas para te amar, você é amor meu filho, é feito todinho de amor e é isso que você trás para a nossa casa, muito amor e é por isso que eu só tenho a agradecer.

Nicolas, obrigada por ser sua mãe!

Vivendo e aprendendo

28 abr

Até engravidar e mais precisamente até o Nicolas nascer eu tinha algumas idéias pré-concebidas sobre a maternidade, coisas que queria fazer e que achava que se fizesse seriam sucesso na certa, até 2 meses atrás eu nunca tinha ouvido falar em saltos de desenvolvimento, crises de estresse por super-estímulo e coisas do gênero, acreditava que teria sangue frio para colocá-lo sozinho no quarto logo que nascesse e que bastava amamentar, trocar fraldas e colocar no bercinho, mas a maternagem é um mundo muito mais vasto do que se imagina.
Já começamos bem com as crises de cólica do bebê  ainda no hospital, voltamos para casa com um recém-nascido com o intestino preso berrando de dor, tivemos que lidar com o sofrimento do nosso filho já nos primeiros dias conosco, tive que me assumir como mãe leoa e enfiar meu filhote debaixo dos braços pra dormir agarradinho comigo, impor minha opinião enquanto a maioria das pessoas achava que ele sentia fome e eu devia complementar a mamada com NAN porque naquele momento era o que eu acreditava ser o melhor e assim foi, as crises de dor foram embora e tivemos algumas semanas de tranquilidade com um bebê que dormia praticamente o dia todo e só acordava uma vez na madrugada, problemas acabados não é?
Não, aos poucos fui percebendo que em alguns dias o Nicolas resolvia fazer festinhas noturnas, não dormia na hora de costume, chorava e tinha dores por conta de gases e dificuldade para fazer coco, fui observando que esses episódios eram exatamente quando saíamos de nossa rotina heremita, quando as visitas eram diferentes das de costume ou quando saíamos a lugares que ele ainda não conhecia, mas foi depois de ler o blog da Dani e ver que ela e o Lorenzo passavam pela mesma experiência que descobri as tais crises por super-estímulo, foi aprendendo a prever as crises e mesmo sem conseguir evitá-las por completo (só mesmo se não sair de casa e não receber ninguém) que fui conhecendo meu filho e entendendo cada comportamento dele, o que faz parte de sua personalidade, o que é fase, o que é desconforto e aceitando que cada dia é diferente do anterior.
Também conheci há pouco tempo o tal salto de desenvolvimento, pelo menos umas 2 longas semanas em que o bebê quis ficar grudado em mim e no peitão o tempo todo, cansativo, opressor mas recompensador esse tempo em que nos dedicamos apenas um ao outro, também aprendi muito sobre isso e já estou me preparando para o próximo salto que está chegando, coisas que não sabia que existia e que agora fazem parte da nossa vida.
Posso dizer com essa minha curta e quase insignificante experiência como mãe que não sabemos porcaria nenhuma sobre o assunto até estarmos nesse papel, se você quer ser mãe pesquise, se informe, leia, se prepare mas acima de tudo esteja certa de que as coisas sairão exatamente diferente do que você previa, o Nicolino é um bebê ótimo, não chora nem para mamar com exceção dos dias de crise, dorme direitinho geralmente no berço desmontável ao lado da minha cama e sem reclamar, mas ainda não conseguimos ter um ritmo de mamadas noturnas o que torna muito mais cansativo colocá-lo em seu quarto, logo o berço lindo continua sendo apenas decorativo, ele cresce num ritmo absurdo que faz com que todo o esquema de roupas separadas por tamanho e programadas para servir em determinada época com determinado clima tenha ido por água abaixo, aquele estoque de cobertas e cueiros assim como as mantas lindas, tênis, bonés, tudo parece completamente inútil quando você elege um cobertorzinho preferido, aprende que muito frufru só atrapalha e evita usar macacões sem pé para não perder tempo calçando os tênis na hora de sair, fora as preferências do bebê claro, Nicolino odeia luvas, gorros, detesta ser enrolado mas em alguns dias só dorme quietinho enrolado no seu “pulguento”, nome carinhoso do tal cobertorzinho, então não adianta a gente achar que vai decidir tudo, prever tudo e controlar tudo até porque estamos lidando com uma pessoinha que tem sua personalidade e está aprendendo a impor seus gostos e vou dizer, como é genioso e bravinho esse moleque, quando não quer conversa vira o rosto até para a mãe e a gente ao invés de achar ruim ainda ri da maneira que o filhote aprendeu a demonstrar suas vontades e dizer, ei povo estou crescendo!
Muitas verdades absolutas caíram por terra depois que meu filho nasceu e isso vale para tudo e não só para ele, eu por exemplo tinha medo do quanto o nascimento dele iria mexer com a rotina, com o meu casamento, com a relação homem-mulher entre eu e o Dori, pelo menos até agora pouca coisa mudou na nossa vida, com exceção das noites de sono entrecortadas com as mamadas do menino e de algum malabarismo para conseguir namorar enquanto ele dorme de resto nossas vidas continuam igual, com um ingrediente a mais, com mais cumplicidade, mais amor, mais felicidade isso sim!

Ah o amor!

11 abr

Gosto de estabelecer rotinas e pequenos rituais com o meu pequeno, sentar na poltrona com ele nos braços para amamentar é uma delas, adoro ficar lá sozinha com ele sem ninguém para atrapalhar (o que é bem difícil pois sempre aparece alguém, toca o telefone…), considero que esse assim como outros, são momentos para fortalecer um elo que já existia desde a barriga, mas fica cada dia mais forte.
Cada vez que abraço meu filhote e o coloco no peito para mamar ele me olha firme nos olhos e assim fica por um longo tempo, geralmente acaba pegando no sono, em todas as vezes ao cruzar meu olhar com o dele acabo caindo no choro, lágrimas de profundo amor, de gratidão e de felicidade por uma experiência que jamais imaginava passar, um sentimento que nunca imaginei ser capaz de sentir e que construímos juntos diariamente.
Não posso generalizar mas afirmo pela minha experiência que o que sentia em relação ao meu filho enquanto estava grávida não era exatamente amor, me sentia sim envolta em amor, em felicidade, algumas sensações que não consigo nomear, mas amor assim como sinto hoje não mesmo, ouso afirmar que o amor por ele nasceu imediatamente ao vê-lo pela primeira vez, mas que nunca sequer podia imaginar como seria esse sentimento que a cada dia cresce e se modifica. Enquanto grávida já sentia a responsabilidade pela sua vida, o cuidado, zelo por alguém que estava prestes a colocar no mundo, batia um medo enorme de não saber o que fazer quando ele chegasse, de as coisas não saírem bem e eu me arrepender de ter engravidado (grávida é mesmo maluca), mas até o momento em que meu filho nasceu meu marido era a pessoa mais importante da minha vida, coitado, perdeu seu posto com um piscar de olhos e sei que também perdi o meu no seu coração, estamos ali, ocupando a vice liderança perdendo de lavada para um serzinho de pouco mais de 4 quilos, banguela e chorão que nos faz rir como bobos até quando faz coco ou acorda com seu típico mau humor.
Cada dia ao lado do Nicolas tem sido um aprendizado, um apaixonante aprendizado, vamos no conhecendo e namorando, construindo nosso relacionamento, alimentando nosso amor, sim porque ele também se apaixona cada dia mais por nós, vai reforçando seus laços, reconhecendo cada movimento, palavra ou expressão vinda de nós, aprendendo que somos seu porto seguro e sua proteção contra tudo, mesmo que saibamos que em alguns momentos não conseguiremos protegê-lo, cada dia é um novo tijolo que acentamos na construção de nossa própria família com nosso valores e nossos sentimentos.
Não sei se existe felicidade maior do que ficar por alguns momentos olhando meu filho nos olhos, mas por ora essa é a minha maior satisfação!

O Tempo voa!

2 abr

E foi só piscar para se passar 1 mês! Parece que foi ontem que sofri angustiada a decisão de fazer a cesárea, parece que nem passou o tempo desde que o Nicolas nasceu e ao mesmo tempo parece que ele sempre esteve aqui.
Passei o último mês todo dedicada ao meu filhote, no início 100% do tempo mesmo já que não estava fazendo nada em casa, aos poucos fui reassumindo meu lugar de dona de casa mas sempre com o meu bebê em primeiro lugar, gostaria de ter escrito vários posts sobre o desenvolvimento dele, sobre cada descoberta nossa, sobre as dúvidas com pediatra, clima, sono, mas namorar meu pequeno se mostrou muito mais importante. Também devo confessar que o imediatismo do Twitter acabou me conquistando e acabo ficando muito mais por lá do que por aqui.
O que realmente importa é que meu filho completou 1 mês, grande, medindo 52cm e pesando 4,040Kg é o tourinho da mamãe, já está cheio de dobrinhas pelo corpo e mudou bastante a fisionomia, seus olhos ao que parece ficarão mesmo claros só não se definiram ainda se verdes ou azuis, esperto não gosta de usar luvas, sustenta por um bom tempo a cabeça e sempre que bobeamos faz xixi na hora que está sem fralda molhando tudo e todos a sua volta.
Nos últimos dias estamos experimentando a novidade do primeiro Salto de desenvolvimento, o menino que antes dormia e mamava tranquilamente, só reclamando nos episódios em que não conseguia fazer coco, agora está agitado, chorão, manhoso e só quer a mamãe, essa que vou escreve está um bagaço, 3 noites sem dormir, 3 dias carregando o chumbinho no colo e amamentando muito, muito, muito, tanto a ponto de emagrecer 1kg em 3 dias, tanto que os peitos nem estão enchendo mais, tanto que dói a cada mamada, mas se isso deixa o meu pequeno tranquilo, eu aguento.
O que consola é que como tudo na vida, essa fase passa, o que assusta é que teremos outros tantos saltos pela frente, mas o legal de tudo isso é que ele virá depois deles com novidades e com sua habitual tranquilidade.