Vida nova por aqui…

7 mar

Falando sobre o fim da gravidez e a frustração de não estar acontecendo exatamente como eu gostaria falei para uma amiga que estava focando no objetivo, que a essa altura o fim era mais importante que o meio pelo qual aconteceria e hoje posso dizer que é verdade.
Sempre sonhei com a maternidade em todos os seus níveis, gravidez, parto, o bebê e gostaria de passar por cada etapa, tive uma gestação maravilhosa e nada nos impediria de chegar ao fim parindo meu filho da forma mais mágica possível, mas o cansaço não fazia parte dos planos, os inchaços, os dedos dormentes, as noites intermináveis, enfim, coisas que todo mundo já ouviu eu falar várias vezes, ter optado por marcar a cesárea foi difícil, doloroso, frustrante, no final até comecei a sentir que o parto não ia demorar, que se tivesse mais uns dias poderia rolar, mas quem me conhece sabe que por mais difícil que seja uma decisão depois de tomada eu assumo até o fim e na terça-feira dia 01 de março internamos cedinho para que meu filhote viesse ao mundo.
Não sei se porque foi algo resolvido sem planejar, se porque não senti o tempo passar, ou porque simplesmente bloqueei mas não senti medo ou nervosismo em relação à cirurgia, entrei no centro obstétrico rindo, fazendo piada, conversei o tempo todo e só me vi sem chão quando olhei pela primeira vez para o meu filho.
Depois de muitas idas e vindas, discussões, eu batendo o pé e dizendo que não entraria pra operar sem meu marido optamos por um hospital pequeno, velho e sem muita estrutura, mas foi uma experiência muito melhor, não tínhamos muito recurso ali dentro mas tínhamos o hospital maior na frente para uma emergência, em compensação não fiquei amarrada, o Dori esteve ao meu lado até o fim e saímos eu e o Nicolas direto para o quarto juntos na hora que a cesárea acabou, sem sala de recuperação, berçário ou coisa do tipo, fomos os dois, eu enrolada em lençóis e ele todo sujinho para passarmos os primeiros momentos juntos.
A cirurgia em sim durou pouquíssimo, no máximo uns 40 min, foi muito rápido do momento em que tomei a anestesia e o tiraram de mim e olha, o menino deu trabalho, a médica fez tanta força e passou mal no final rsrs, mas foi 11h e 48 minutos da última terça-feira que meu mundo virou de cabeça pra baixo, meu filhote nasceu com 3,210Kg e 49 cm, um pouco menos que a previsão da ultrassonografia, com nota 10 e pronto para desfilar na avenida.
Se alguém me perguntar como é, qual a sensação, o sentimento, enfim, não tenho palavras para descrever a loucura que é ter um filho, olho pra ele e só de pensar na palavra filho lágrimas vem aos meus olhos, me sinto inebriada com um amor absurdo que com certeza não existia quando ele era só uma barriga, eu não tinha noção nenhuma de que poderia existir algo assim, é um misto de felicidade, medo, impotência diante de uma vida tão frágil que depende de nós para existir o tempo todo, é um sentimento em looping que não acaba nunca.
Para não dizer que tudo é lindo, perfeito e colorido tivemos algum estresse e como tivemos, no hospital ainda eu tive um pouco de dificuldade para amamentá-lo e sem nenhum tipo de informação por parte da equipe de lá que pelo contrário me assustou dizendo que o bebê teria problemas se não mamasse logo, acabei cedendo e deixando que oferecessem leite industrializado para o moleque que claro tomou tudo, dormiu tranquilamente e logo foi se formando a idéia de que ele tinha fome e mais leite foi dado o que resultou em um bebezinho recém nascido com o intestino preso e cólicas terríveis que nos levaram ao desespero, ao ponto de sair de casa há 1h da manhã no mesmo dia que voltamos do hospital para levá-lo ao PS pois ele chorou até perder a respiração, foi horrível ver meu Nicolino olhando pra mim sem respirar, só naquele momento caiu a ficha do quanto ele é vulnerável, que mesmo que muitas coisas não estejam em nossas mãos a responsabilidade por zelar pela sua vida é nossa e que se a linha entre vida e morte  é tênue em um serzinho de poucos dias parece mais frágil ainda.
Enfim, levamos o moleque no médico em plena madrugada, foi examinado, medicado e recebemos vários conselhos, dentre eles o de fazer as  coisas que acreditamos independente do que as pessoas nos dizem e assim saímos de lá, sem o fantasma da fome nos rondando, decididos a nunca mais dar leite para ele que não venha da sua produtora oficial e principalmente a curtir cada momento do lado do nosso menino, abraçar, carregar no colo, dizer que ama, botar na nossa cama se isso nos deixar mais seguro e a ele mais feliz.
Nossa família está se moldando a cada dia, desde sábado o Nicolas voltou ao seu ritmo intestinal normal rsrs, está mais calmo ainda e nós estamos nos adaptando, posso dizer que estou dormindo mais do que na gravidez, não perco mais o sono no meio da madrugada, não tenho mais desconfortos que não me deixam achar posição na cama, meu bebê acorda pouco durante a noite, quando acontece e vai mostrando a cada dia um pouco do que será sua personalidade, bonzinho, calmo, mas genioso, do tipo que arranca as luvas com força e joga longe quando está nervoso, que não gosta de ficar sem roupa e que curte um sossego assim como os pais.

P.S.: Tentei adicionar fotos do Nicolas mas o Wodpress estava dando erro, quem quiser conhecer o bebê mais lindo do mundo pode ver o seu álbum no Picasa clicando AQUI

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Mãe é sempre um ET

26 fev

Desde que me descobri grávida senti como se eu fosse um ser estranho toda vez que dizia para alguém que faria o possível para ter um parto normal e de preferência (se aguentasse) sem analgesia, sempre achei no mínimo curioso perguntarem se eu tentaria um parto normal como se parir não fosse algo natural, o que claro de certa forma não o é pelo menos em nosso país, a cada resposta afirmativa, ou quando eu estava de saco cheio e diria que não tentaria, que teria um parto normal, era como se eu fosse uma Alice encolhida no país das cesáreas.
Passei pelo menos umas 36, 37 semanas sendo o ET que estava insistindo contra o que é normal só para ser “a diferente” sem que qualquer pessoa ao me julgar pelas minhas respostas ouvisse os motivos das minhas escolhas.
Desde que ultrapassei a cabalística marca de 35 semanas de gestação meu humor, disposição, forma, mudaram completamente, a barriga que já estava bem grande deu uma espichada monstro, os pés que vinhas inchando moderadamente começaram a ficar roxos em alguns momentos de tão grandes que estão, as noites que eram difíceis passaram a ser praticamente inteiras em claro, idas mais frequentes ao banheiro e dificuldade para manter a independência de fazer tudo sozinha me tornaram cada vez mais indisposta, irritada, desanimada, até que há mais ou menos uma semana tive uma crise nervosa daquelas, comecei a pensar nas contas para pagar, nas coisas a fazer antes do Nicolas nascer, no que precisava resolver na rua e dependia de alguém me levar porque mal chego na esquina andando, o medo do que está por vir, o exame que não consegui marcar antes da data prevista para o parto, tudo foi acumulando e explodi de maneira tal que deixei o Dori apavorado. Não foi uma crise de choro comum, foi um berreiro digno de quem acabou de perder um ente querido, foi falta de ar de tanto chorar, foi descontrole total o que fez meu querido marido sentar comigo e dizer que não tava dando, que se com 37 semanas eu estava naquele estado como ficaria se a gestação se arrastasse até as 41? Mais um mês só piorando não foi uma imagem muito confortável na minha cabeça o que claro, me fez chorar mais alguns litros.
No dia seguinte ao ATP tínhamos consulta pré-natal , quase 38 semanas completas e o moleque não tinha dado nem sinal de que desceria e encaixaria, tudo dentro do normal mas como prevíamos a tendência é que ele não daria sinal de nascer antes da data prevista e pela falta de pressa provavelmente iria mais longe, conversamos então com a obstetra sobre a possibilidade (ainda remota na minha cabeça) de ele não encaixar e precisarmos fazer uma intervenção no final e ela confessou que as chances eram grandes já que vamos falar a verdade, para primeira gestação não é assim tão fácil tudo acontecer magicamente na hora do trabalho de parto, foi quanto comentamos com ela sobre uma conversa que tivemos à respeito da possibilidade de marcar uma cesárea eletiva antes da data prevista para o parto.
Para resumir tudo entramos em acordo com a minha médica de marcar a cesárea para o início das 39 semanas, o que vem a ser a semana que vem e que se o moleque desse sinais de que estava vindo naturalmente suspenderíamos o plano.
Essa semana na última ultra descobrimos que o filhote está bem grande e saudável e na consulta a médica viu que ele resolveu encaixar, mas não estou tendo nenhum sinal de que o trabalho de parto vai rolar tão cedo, mantivemos a data para a terça-feira dia 01 de março as 11h.
Falei tudo isso para chegar ao outro ponto da história, a partir do momento que por conveniência, fraqueza, cansaço, (insira aqui um motivo) eu aceitei que faria a cirurgia passei novamente a ser vista como um extraterrestre, aí pensei, mas peraí, eu não era a estranha quando queria parir? Agora sou um ET porque resolvi sucumbir ao bisturi?
Percebi que algumas pessoas torceram o nariz e outras até deixaram de falar comigo como antes depois que disse que não tô mais aguentando e acho que o Nicolas não virá naturalmente.
A verdade é que não, eu não estou satisfeita, mas tomei uma decisão por mim mesma, pesei os prós e ou contras para todos os envolvidos, eu, meu filho e meu marido e cheguei à conclusão de que embora minha gestação seja totalmente saudável e sem intercorrências desde o início não quer dizer que tudo será um mar de rosas até o fim e aliás não está sendo e que o parto normal que sonhei talvez não aconteça da mesma maneira e eu ficar esperando nessa pilha, ansiosa, preocupada, só está fazendo mal pra mim, pro filhote e pro marido que sim, está sofrendo tanto quanto eu e não tem a menor noção de como ajudar e como agir nessas horas.
O negócio é que decida o que decidir, pense como pensar você sempre será julgado por quem pensa diferente, mesmo que você não pense tão diferente assim, me surpreende que hoje em dia seja tão difícil encontrar pessoas com a mente aberta o suficiente para aceitar que não precisamos estar em extremos e que pensar um pouco diferente de você não faz a pessoa melhor ou pior, aliás, quem disse que o que você pensa é necessariamente o melhor até para você?
Já fui bem mais radical no que diz respeito ao parto, já discuti bastante sobre isso e continuo achando que a gente nem devia ter essa escolha, como disse antes não estou tão animada e satisfeita em fazer a cesárea, na verdade estou um pouco decepcionada e conversando com meu pequeno para ele me surpreender e vir logo antes de terça, mas é uma decisão que para o momento que estou vivendo é a melhor.
Não existe certo e errado quando você analisa com mais cuidado as decisões das pessoas e seja qual for o seu lado da história sempre haverá alguém que te olhará torto e vai te considerar um ET basta que você pense diferente dele, só tome cuidado quando alguém pensar diferente de ti e você o julgar dessa forma, a gente tem esse péssimo hábito de fazer com o outro o que não gosta que façam com a gente…

Agora só falta você!

20 fev

Desde que descobrimos que o Nicolas estava à caminho já começamos a planejar seu canto, na verdade planos para ele sempre tivemos, mas quando tudo se tornou concreto era a hora de começar a colocar a mão na massa.
Nossa casa estava com vários problemas e de uma forma meio trágica e providencial conseguimos ter condições financeiras para fazer as reformas necessárias, pelo menos o básico que era o telhado, para podermos voltar a dormir em nosso quarto (sim, dormíamos na sala), fechar uma porta aqui, colocar uma parede ali e foi então que recebi a ordem de despejo do meu cafofo para liberá-lo para o futuro dono e desde então estamos em constante trabalho para tornar o lugar onde ele passará seu tempo o mais fofo e confortável possível.
Antes mesmo de sabermos o sexo do bebê estivemos em uma feira de gestante e nos encantamos com tudo, fizemos todo o enxoval com estampas neutras e compramos o jogo de protetores do berço, estava decidido, o quarto do nosso filhote seria de bichos variando alguma coisa ou outra dependendo do sexo, o jogo do berço comprado é bege e combinaria com uma menininha ou um moleque, então arrematamos na hora.
Aos poucos fomos pintando (depois de sabermos que era um menino), colocando o papel de parede e idealizando cada coisa, os meus pais que sempre esperaram pelo neto já haviam prometido o berço e cumpriram com o trato, compraram o que a mamãe aqui escolheu e o resto das coisas foi sendo comprada, ganhada e feita aos poucos, o grosso do trabalho já está pronto há tempos assim como as roupinhas que foram todas compradas bem cedo pra facilitar minha vida, sabia decisão, hoje não conseguiria bater perna, e agora posso dizer que quando o Nicolas chegar seu ninho está prontinho.
Embora ter um quarto e o que estiver dentro dele não seja o mais importante para a chegada do meu filho o exercício de ir fazendo cada coisinha, preparando, ajeitando e sonhando com o momento em que ele estaria ali ajudou muito na minha preparação para esse momento cada vez mais próximo, hoje quando paro na porta do quarto já não penso no que falta ser feito mas em quem falta estar ali, só falta ele e falta muito pouco para que nosso filhote chegue, só peço a Deus que ele venha perfeitinho, com saúde e que goste bastante de leão rs.

Filho, teu lugar no mundo está garantido, agora só falta você!


Ps.: Para não passar por mentirosa há 2 coisas a serem feitas ainda, terminar a pintura da porta que resolvemos pintar em cima da hora e colocar o nome dele na plaquinha…

E a jornada vai chegando ao fim…

13 fev

Ou apenas começando, não sei exatamente em que parte do caminho me encontro, não sei se são jornadas distintas, uma que acaba agora e outra que vai se iniciar ou se é tudo parte de uma única caminhada que começou há vários anos e que não vai acabar.
O fato é que estamos quase entrando no marco de 37 semanas de gestação, meu filho já pode nascer sem ser considerado prematuro e meu corpo já há algumas semanas dá sinal de que ele realmente está para chegar, como estou me sentindo em relação à isso? Um turbilhão de sentimentos, sensações, pensamentos, uma enxurrada de coisas passa pela minha cabeça todos os dias e principalmente nas noites que já eram complicadas e hoje têm sido praticamente em claro.
Você já reparou que a gente é propenso a ter pensamentos malucos em algumas situações específicas como no banho e nas noites insones? No meu caso o banho é sempre ninho de planos para dominar o mundo e resolver os problemas mais difíceis e as noites mal dormidas servem para alimentar minhoquinhas e grandes caraminholas que me assombrarão e com certeza farão com que aquele resquício de sono que estava ali vá embora e assim mais minhocas aparecerão e bem, dá pra imaginar onde vai parar a criatividade e a propensão a pensamentos ruins.
Enfim, voltando ao início, ou melhor ao fim, estamos chegando ao final de uma gestação tranquila, abençoada e muitíssimo desejada, passou rápido, não, não, passou voando, sinto uma culpinha por não ter aproveitado mais, por não ter fotografado mais, por não ter batido mais perna com a barriga à mostra por aí, por não ter tomado total consciência da grandiosidade de tudo o que está acontecendo conosco, mas sinceramente, acho que nunca seria o suficiente, se tiver outra oportunidade de gerar um filho também acharei que não curti o suficiente esse período mágico e também todos os outros, simplesmente porque todas as fases passam e tudo o que é prazeroso passa voando e deixa esse gostinho de quero mais. Não, eu não quero mais agora não, por enquanto e por um longo período o Nicolas continuará a ser filho único, não temos espaço físico, financeiro e psicológico pra mais ninguém por aqui, mas não é uma decisão definitiva afinal nada na vida é tão definitivo assim.
É meio clichê dizer que a gravidez me transformou, como mulher, como ser humano, mas é a mais pura verdade, aprendi coisas sobre mim e sobre o mundo que não percebia antes, me descobri mais forte e mais decidida do que imaginava, redescobri laços que não percebia mais que existiam, vi minha vida e meu casamento se transformarem e não apenas pelo filho que está chegando, mas por mim e pelas mudanças que aconteceram comigo.
Eu acho que finalmente consegui passar de fase, subir ao patamar de mulher e deixar pra trás aquela vidinha de menina, passar de filha a mãe é um processo extremamente difícil e até doloroso e estar passando por isso está me renovando e me fortalecendo, estou gostando disso, de tomar certas rédeas que não me pertenciam e eu fingia que tinha em minhas mãos, estou me sentindo poderosa, bonita, forte e isso faz bem, principalmente a uma pessoa predominantemente depressiva como eu, sim pq fazer graça de tudo, viver rindo das desgraças e não reclamar o tempo todo não faz de mim uma pessoa sempre alegre, sou otimista sim e isso é o que mais me faz depressiva pois acredito sempre de mais e sofro na mesma proporção, enfim, acho que todo esse processo pelo qual passei e estou passando está me deixando mais forte e mais resistente em relação à essa tendência a deprimir, acho que é o tal do instinto que me faz querer ser melhor para o meu filho que está chegando.
E como tudo o que acontece por aqui, na gravidez não seria diferente, estamos vivendo isso juntos e crescendo juntos, embora muitas vezes não pareça eu e o Dori somos um casal bastante unido, do tipo que não toma decisão sozinho, do tipo que compra tudo em número par para não faltar para o outro e que está curtindo junto todas essas loucuras da chegada do moleque.
Eu já esperava que meu marido fosse ficar feliz em ser pai e sei que ele é um cara atencioso embora sempre meio calado, mas confesso que estou muito feliz em ver a dedicação dele para mim, é muito mais do que cuidar do casulo que guarda seu filho, é cuidar da mulher que ama, é elogiar, fotografar, beijar não apenas a mãe, mas a esposa, é se preocupar em como eu estou me sentindo e não só em como está o bebê e isso não é algo que uma grávida está acostumada a receber, passamos de mulheres à receptáculo de bebê e até gostamos disso, mas me sentir mais amada, mais protegida e mais desejada dá uma bela de uma injeção de ânimo principalmente nesse fim de caminhada quando a disposição e a vaidade costumam parar lá nos pés (inchados).
Então, como já disse várias vezes ao longo desse longo texto, estamos no fim, num fim que é apenas mais um começo, chegamos ao ponto extremo de uma caminhada que esperei minha vida inteira para percorrer, que confesso não acreditava que conseguiria e que percorri o mais lentamente possível para tentar acreditar que era de verdade e confesso que ainda não acredito, ainda não caiu a tal da ficha de que seremos pais, de que o Nicolas realmente está chegando, que aquele lindo quarto que montamos estará cheirando a bebê daqui a no máximo 4 semanas, ainda não acredito que meu sonho maior está se realizando e foi tão tranquilo, tão bom, tão feliz até aqui que só pode continuar sendo uma beleza na próxima etapa.

… Vamos viver

Temos muito ainda por fazer

Não olhe pra trás

Apenas começamos

O mundo começa agora

Apenas começamos…

(Metal contra as nuvens, Legião Urbana)

E o tempo passa muito, muito rápido!

16 jan


Ps.: Não tenho a menor noção dessa coisa de scrap, simplesmente achei um fundo bonitinho e montei com as fotos da forma mais tosca que pude só para não jogá-las soltas aqui ao leo rsrs, mas um dia aprendo…

Mamãe crafter? Nem tanto assim…

6 dez

Nos tempos de não grávida sonhava com o dia em que costuraria cortina, protetor de berço, roupinhas de cama, personalizaria e faria coisinhas lindas com minhas próprias mãos, veja bem, não é que a vontade tenha deixado de existir, mas entre o sonhar e o realmente ter força, disposição e energia para fazer existe um grande abismo.

Não fiz a cortina, ganhei pronta e mandei fazer um bandô lindo de bichos que não faço idéia de quando fica pronto, não fiz o kit de berço, comprei antes mesmo de sabe que senhor Nicolino vinha por aí, se fosse uma menininha também teria um quarto de bicharada e a roupa de cama, bem, ainda falta comprar ou fazer mais um joguinho de lençol, mas estou esperando pra ver se não chove lençol por aqui, vai que dou sorte…

Mas como nem só de marasmo vive essa grávida resolvi criar coragem e comprei o tecido para fazer a capa/ colcha/ roupa da cama de solteiro que ficará morando no quarto do filhote, queria fazer algo que cobrisse o box todo que é daqueles conjugados e não existe saia para tal trambolho, então bolei algo que ficasse bonitinho mas sem muito frufru pois menino é macho que não vai viver entre babados rsrs.

A ideia é fazer um encosto com travesseiros e a capa virar um tipo de sofá, fiz fronhas para os 2 travesseiros que tinha aqui, falta comprar mais 2 e fazer mais duas fronhas, prometo que até o filhote chegar estará tudo pronto, querem fotos?

E não é só isso, quando a buchuda senta em frente à máquina de costura ela não levanta tão fácil, aproveitei e coloquei viés nas fraldinhas que comprei há séculos e estavam guardadas no guarda-roupas, nas branquinhas também coloquei apliques cutes, queria tudo de bichinho e verdinho mas não achei aí escolhi os mais legais e colei esses mesmos, fiz algumas do tamanho normal e outras cortei pra fazer pequenininhas, as estampadinhas só preguei o viés e achei que ficou bem digno, tudo bem que em algumas terei que repassar a costura que está soltando, mas ficou bonitinho olhando de longe.

Ah, e sabe o kit do berço que eu não fiz? Então, tem foto dele, no berço lindo que Nicolino ganhou dos meus pais, os avós mais babões e apaixonados desse mundo, me digam, não é a coisa mais linda do mundo!?

Senta e espera

18 nov

Definitivamente estar grávida é um exercício de paciência, esperar é a palavra de ordem para quem está aguardando a chegada do filho, a gente espera o resultado positivo como se aquelas horas levassem dias, espera para ouvir o coração bater na ultrassonografia, para ver a barriga começar a aparecer, para sentir os primeiros movimentos, descobrir se é menino ou menina, para revê-lo no próximo exame e simplesmente espera por quase 1 ano até poder conhecer aquele que será seu maior amor. Preciso dizer que aja paciência para tanta espera.
Já passei por algumas dessas fases e digo que muitas foram até bem tranquilas, a fase chata da gravidez enquanto ainda não nos sentimos tão grávidas pois a barriga não aparece o filhote ainda não chuta passou muito rápido, como se dormisse e no dia seguinte acordasse redonda e com um canguru dentro de mim rsrs, mas em compensação algumas esperas estão me matando de ansiedade, não vejo a hora de estar com tudo pronto, os móveis, a decoração, tudo o enxoval prontinho, lavado e arrumado, o chá de bebê marcado, a maternidade escolhida e curtir apenas a melhor de todas as esperas que é a chegada do meu leãozinho.
Não posso reclamar muito afinal já pintamos o quarto e colocamos o border de bichinhos, modéstia a parte ficou tudo lindo, lavei o carrinho e a banheira que ganhamos do Danilinho e uma boa parte das roupinhas estão compradas, mas alguns impasses me tiram o sono, não vejo a hora de comprar o berço e fazer, ou mandar fazer, o bandô da cortina, preciso resolver o que fazer com a cama de solteiro que fica no quarto e instalar um ventilador de teto pois é o cômoda mais quente da casa, a grande questão é que são coisas que não dependem apenas de mim e não há nada que me deixe mais possessa do que depender de outras pessoas, não estou acostumada a ter que pedir, a esperar e depender de ajuda dos outros e agora me vejo numa situação em que tenho que esperar e isso está me irritando, coisas da gravidez, dos hormônios bagunçados e do instinto de querer deixar tudo pronto o mais cedo possível, neura de mãe de primeira viagem? Lógico que sim, mas quem vai dizer que eu não posso né?!
O negócio é respirar fundo, contar até 10 e esperar, esperar, esperar, cada dia é uma coisa nova, cada dia um desafio e uma experiência, falta pouco e sei que sentirei muita falta dessa fase em que tudo o que precisava fazer era curtir e esperar…