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Sobre o direito de ser Mulher

12 set

Finalmente acabei de ver a última temporada do meu box, um misto de sensação de dever cumprido e depressão pelo final da série tomaram conta de mim fico assim quando termino de ler bons livros e ver boas séries de tv, meio abandonada e sem rumo até me apaixonar por outra obra. Ter assistido todos os episódios de Sex and the City não serviu apenas como um bom passatempo para minhas tardes entediantes e chuvosas mas também fez com que eu revisitasse alguns sentimentos femininos que viviam escondidos dentro de mim, afinal toda mulher é um pouco Carrie! Não sou tão estilosa, moderna, bem vestida ou consumista, mas como as protagonistas da minha querida série também guardo alguns desejos, frustrações e sonhos que só as mulheres podem reconhecer, a necessidade de se sentir amada e protegida, o encantamento com a gentileza e o romantismo e o poder de uma grande amizade na vida da gente, isso tudo faz parte da vida de qualquer uma, seja em manhattan ou numa comunidade carente por aí, toda mulher gosta de sentir importante, todas nós mesmo as que não admitem precisam saber que para alguém nesse mundo elas são as estrelas. Com certeza não encontrei nenhuma mensagem filosófica ou um tratado de antropologia nas entrelinhas dessas 6 temporadas, mas reacendi em mim algo que há alguns anos permanecia apagado, meu espírito feminino, minha verdadeira alma e claro, minha auto-estima, lembrei que sou mulher e como tal sou naturalmente Fabulosa e mereço ser muito, muito feliz!!

Ah, também bateu uma saudade imensa das minhas amigas, quando foi que passei a acreditar que só um marido bastaria?abaré 004

Minhas amigas, Elisangela (em pé) e Elisa (a direita da foto),Mari minha irmã linda e eu (a gordinha rs)…

Borboletas na Barriga…

9 mar

Como todo mundo sabe sou casada há 8 anos, eu nunca escondi aqui nem em nenhum dos outros blogs que já tive as dificuldades e as felicidades desse casamento, também sempre falei do meu desejo de ser mãe e do quanto ele tem aumentado ultimamente mesmo com o grande trauma e a grande ferida não cicatrizada no meu coração.

Não sou nenhuma Amélia mas gosto de ser dona de casa, esposa e claro acho que serei uma boa mãe, sinto que meu casamento está começando a caminhar para esse momento, acho que estamos mais maduros e precisamos também amadurecer essa relação, nos sentirmos uma família mais completa, temos planejado mais e falado disso com mais frequência que antes.

Apesar dos novos planos, temos aproveitado mais o fato de sermos só nós, é bom ser só dois, é importante aproveitar e curtir enquanto ainda somos apenas um casal, dar mais valor às tardes de domingo vendo filme abraçadinhos, a não precisar cozinhar e poder comer besteiras porque somos adultos e não precisamos nos culpar, poder namorar em qualquer hora ou lugar da casa sem ninguém para atrapalhar, enfim, é muito bom ser casal e ter noção disso enquanto há tempo para curtir mais, quem sabe daqui um tempo nos tornamos três e um gostoso caos se instala nesse lar tranquilo?!

Pois é, estou apaixonadinha por esses dias, inspirada pelos bons momentos, carinhos e sorrisos, ser feliz é bom né?

Uma das magias de viver ao lado de quem se ama é amar todos os dias e ter a possibilidades de se apaixonar novamente várias vezes pela mesma pessoa!

Acredito

24 set

Eu acredito no amor.

Eu acredito no amor verdadeiro e para toda a vida, no amor romântico entre homem e mulher, acredito em gestos e pequenas atitudes, acredito em concessões e no poder de mudança que o amor exerce nas pessoas, eu ainda acredito nas pessoas, na boa vontade e no respeito.

Eu acredito em sexo com amor, em carinho, em preliminares, acredito que fazer amor é melhor do que simplesmente fazer sexo, acredito na cumplicidade e na intimidade, eu acredito em fidelidade.

Eu acredito no casamento, na família, em envelhecer ao lado de quem se ama, acredito no poder de uma boa conversa, na inteligência e no caráter acima da aparência física, mas acima disso tudo acredito no amor.

Contradições

22 ago

Eu sou uma pessoa com sentimentos ambíguos (afinal sou humana), volta e meia percebo o quanto sou capaz de ser contraditória, aceitar e rejeitar, ter segurança e ser insegura ao mesmo tempo, coisa de maluco.

Um exemplo dessa contradição é minha relação com o ciúme, a insegurança e a confiança, sou uma pessoa insegura por natureza daquelas que em qualquer relação seja amorosa ou de amizade sempre tem aquela necessidade de saber o que o outro sente, se está sendo correspondida, sempre com medo de no dia seguinte a melhor amiga ou o namorado simplesmente deixar de gostar, também tenho bastante ciúme de tudo  o que é meu e claro também das pessoas que amo, nada doentio mas não me sinto bem quando alguém joga charme pro meu marido, quando as minhas amigas têm outras amigas ou quando minha mãe só dá atenção pra minhas irmãs, acho que se for medir a insegurança é bem maior que o ciúme, porém sou uma pessoa que confia, embora insegura não fico neurótica com medo de ser apunhalada pelas costas.

No meu casamento não é diferente do resto, sou extremamente insegura, um pouco ciumenta, mas confio plenamente no homem que chamo de meu, detesto ficar longe dele, não suporto mulheres o tratando com intimidade e fico triste quando ele dá atenção a qualquer pessoa ou objeto inanimado ao invés de mim, volta e meia me pego perguntando se ele me ama, se é para sempre, se gostou disso ou daquilo, mas sinceramente não consigo desconfiar dele, tenho total consciência de que se um dia ele tiver que ir embora ele irá, que se tiver vontade-oportunidade pode sim me trair, porém eu confio no caráter dele, não acredito na fidelidade e sim na honestidade, não é uma questão de achar que nunca vai fazer, é uma questão de acreditar em um jogo limpo, em um relacionamento sincero e uma pessoa de boa índole.

Sabe quando você é honesto e verdadeiro com uma pessoa e sente que é recíproco? Que divide as coisas, as pessoas com que se relaciona, que pergunta a opinião, que conta o que aconteceu e isso é uma via de mão dupla? Então, aqui em casa é assim, existe uma cumplicidade que me faz acreditar que mesmo que um dia a coisa esfrie quem não estiver legal vai chegar e abrir o jogo, quem me conhece dos blogs antigos sabe que até já rolou algo do tipo e houve honestidade, houve conversa e respeito e é nisso que baseio todas as minhas relações, no respeito, embora em algumas delas não seja assim tão recíproco, embora algumas vezes eu já tenha caído do cavalo e já tenha me decepcionado sou do tipo que acredita que é dando que se recebe (ui!) e que é preciso respeitar pra ser respeitado, acho que é por isso que consegui atrair para a minha cama o meu lado uma pessoa que preenche tão bem esses requisitos e que me faz conseguir até admirar mais o seu caráter e sua honestidade do que amá-lo, se é que isso é possível!

A Receita do Equilíbrio

21 jul

Outro dia inaugurei a categoria Comportamento com um post sobre amizade, hoje resolvi falar sobre casamento, as loucuras, dificuldades e delícias dessa relação.

Quando eu e Dori resolvemos juntar os trapinhos não sabíamos muito bem o que estávamos fazendo, com 20 anos nas costas e 6 meses de namoro geralmente ninguém sabe, foram muitos perrengues, alguns persistem até hoje, algumas pedras no caminho e muito sofrimento, mas valeu a pena cada dia desses quase 8 anos juntos.

Acho que o amor faz tudo valer a pena, ma acima dele o que sustenta uma relação maluca como essa é respeito e amizade, temos muito disso aqui em casa, temos intimidade o suficiente para usarmos o mesmo msn por exemplo, sabermos o que e com quem o outro fala sem precisar bisbilhotar, dividir amigos e conversar, mas também respeitamos as decisões um do outro, sem falar que a maioria dessas decisões é nossa, tomada em conjunto com total cumplicidade.

Não somos um casal modelo, longe disso, temos brigas horríveis, quase fins e muitos problemas, muitas dúvidas também, muitos “será que ainda vale a pena”, não somos perfeitos, só normais, cheios de defeitos incorrigíveis, assim como todo mundo, mas acho que somos um bom exemplo de como com um pouco de paciêcia e concessão tudo pode dar certo, mesmo quando o mundo parece conspirar contra.

Eu era baladeira, o Dori caseiro, eu bebia de vez em quando, ele nunca bebe, eu sou emotiva, romântica, ele racional, prático, eu gosto de inverno, ele verão, eu gosto de mpb, ele de pagode, eu sou tatuada, ele não, quem disse que algum dia essas diferenças incomodaram, na dúvida entre curtir uma balada e ficar em casa, optamos por ir ao cinema, uma paixão dos dois, entre tremer e suar, ficamos no meio do caminho, ouvimos de tudo um pouco, aproveitamos as paixões em comum e entendemos as limitações do outro entre amar de mais e pensar um bocado, ficamos sempre no meio do caminho, afinal não é essa a receita do equilibrio? Seguir o caminho do meio?

Hoje em dia quem entra na nossa casa e vê a coleção de livros, games, filmes, nossa empolgação em falar de cada hobby, as piadinhas bestas que só nós entendemos, o jogo de cintura de trabalharmos juntos o dia todo e não enjoarmos, acha que nascemos um para o outro, porém ninguém conhece o caminho que seguimos para chegar a esse equilíbrio, o aprendizado e as dificuldades que passamos para assimilar cada gosto do outro, parece fácil para quem vê de fora mas é um trabalho árduo, diário e que exige manutenção constante, afinal é preciso de muita paciência para ganhar um videogame de aniversário e ficar contente não é mesmo? Mentira, eu adorei o presente, pedi tanto, tanto que ele comprou um console para que nós dois possamos nos divertir juntos, mesmo não sendo fã ele foi lá e gastou uma “pequena” quantia em um Nintendo Wii só para ter o prazer de rir quando eu jogo baseball, é a vida…

Mês que vem faço 28 anos e 3 dias depois comemoramos 8 anos da nossa primeira ficada – início de namoro, 8 anos rindo, chorando, brigando, ficando com muita raiva, aprendendo, sendo feliz, sim porque a felicidade é feita de pequenas coisas, inclusive as brigas que precedem os pedidos de desculpas.

E lá se vão 8 anos…

Ps.: Vou aproveitar o post (se é difícil postar uma vez, imagina duas) para dar os parabéns à minha querida cunhada – comadre Samantha! Sa muita, muita, muita felicidade, que esse dia seja especial como todos os que vem agora! Feliz Aniversário!!

Hoje você é a Estrela!

17 maio

Maio foi o mês dos posts mais familiares e mais não comentados da história desse blog, também puderas, foi o níver do pai, o dia das mães e agora o aniversário de uma das pessoas mais importantes da minha vida, a minha estrelinha, a minha irmã caçula.

Acho que foi ela que aflorou em mim o instinto maternal, eu tinha 13 anos quando ela veio ao mundo e mesmo assim a tratava como meu bebê, era comigo que ela queria dormir, era comigo que ela queria comer, era a mim que ela queria imitar sempre.

Sempre defendo aqui no blog a idéia da adoção e não é para menos, foi assim que veio até nós a nossa pequena, ela nasceu no dia 17 mas foi com 3 dias que chegou até nós e posso dizer que lembro desse dia como se fosse ontem.

A casa onde morávamos na época é a mesma em que eu moro hoje, tem um ponto comercial na frente onde meus pais tinham um pequeno mercado e hoje é a minha locadora, então, na casa em frente morava uma parteira e não era raro as vezes em que mocinhas grávidas de filhos sem pai vinham até o mercado e comentavam que queriam doar seus filhos, também era comum alguém ir até minha mãe perguntando se sabia de alguém que tivesse doando um bebê, na época era muito comum a tal “adoção à brasileira”, davam seus filhos assim facilmente e nós por estarmos em frente à parteira sempre sabíamos desse tipo de história e não foi uma ou duas vezes que mães desesperadas quiseram dar seus pequenos para a minha mãe criar e ela nunca quis, depois de ter 3 filhas e mais uma sobrinha criadas por ela já estava na hora de descansar, a última era eu e já estava “mocinha”, criança em casa agora só se fossem netos.

Até que ligou em nossa casa uma prima da minha mãe desesperada em “arrumar” uma família para uma menininha que tinha nascido naquele dia, minha mãe falou que fazia tempo que não sabia de nada à respeito e ela chegou a oferecer a menininha pra minha mãe que disse não querer nem que fosse menino (somo somente irmãs). No dia seguinte essa mesma prima comentou que uma família na cidade de Ponta Grossa tinha levado a menininha e ficámos felizes por um bom desfecho da situação, acontece que no terceiro dia liga a mulher de volta desesperada que a tal família de Ponta Grossa não qeria mais o bebê, -pasmem- por que era muito negrinha! Issso mesmo, levaram uma criança embora, passaram uma noite com ela sem dar sequer uma mamadeira e devolveram porque não era branca! Minha mãe ficou horrorizada e falou que ia até a casa dessa prima ver a menininha, dar um carinho, ajudar, enfim, no fim da tarde quando cheguei do colégio tinha um bebezinho lindo, todo vermelhinho, com uma touca vermelha de lã na cabeça chorando dentro do quarto da minha mãe, a casa estava cheia de gente e eu achei estranho, quando perguntei de quem era o bebê me disseram, da tua mãe, e apartir daquele dia não fui mais a caçula.

Minha mãe garantiu que ia ficar com a criança em casa até arrumar um lar, uma vizinha já tinha se candidatado, mas eu disse que apartir do momento que ela tinha entrado naquela casa não ia mais sair, nem um cachorro que entrou em nossa casa saiu para outra, ela não era um cachorrinho, era um bebê maravilhoso, enorme e cheio de vida que só precisava de carinho e isso nós sempre fomos mestres em dar.

Já fazem 15 anos, ela virou uma moça linda, geniosa, teimosa mas muito, muito carinhosa também, uma adolescente criada com todo o amor que nossa família pode dar, a minha menininha por quem eu sou capaz de dar a minha vida, sem dúvida uma das pessoas que mais amo nesse mundo, que chegou em nossa vida por acaso, mas que com toda certeza chegou ao lugar dela, ela é a minha irmã mais verdadeira, mais maravilhosa e mais companheira que eu poderia esperar na vida, por isso que hoje venho até aqui e conto sua história, para que todos saibam que ter um filho adotado não é caridade ou “tapa-buraco”, é um ato de amor e de ajuda sim, mas é assumir alguém que deveria estar ali e que por um capricho do destino nasceu no lugar errado, pelo menos em nosso caso é assim, eu, meu pai e minha mãe nunca a vimos com olhos diferentes do resto da família, não posso falar pelas minhas irmãs pq não sei o que elas pensam, posso falar por mim porque sei que em meu coração cada uma das três tem seu lugar de irmã e posso falar pelos meus pais porque eles nunca em nenhum momento desses 15 anos a trataram diferente de qualquer outra filha, é sim a caçulinha mimada, mas muito mais por ter vindo depois de todas as outras crescidas do que por ser adotada.

Agda Mariana, para nós só Mariana, Ma, Marica, minha pequena que há muito já é maior que eu, minha debutante, mocinha com corpo de mulher e cabecinha de criança, moleca, linda, amor da minha vida, eu desejo tudo o que há de melhor nesse mundo para você, sou chata, teimosa e malvada contigo de vez em quando simplesmente porque quero sempre extrair de você o máximo, a menina mais inteligente, a mais educada, a vencedora, nunca vou me conformar com pouco de você, com o mais ou menos, quero sempre o melhor, quero sempre vê-la buscando o máximo para ser um ser-humano melhor!

Amo muito você minha princesa e te desejo toda a felicidade do mundo! Feliz aniversário!

Mãe

11 maio

Forte

Guerreira

Determinada

Doce

Linda

Maravilhosa

Eu poderia estar falando de uma heroína do cinema, de uma mocinha de novela, mas a minha grande musa é a minha mãe, minha inspiração, minha fortaleza, exemplo de mulher e de ser-humano, pessoa exemplar e que graças a Deus é minha mãezinha, meu anjo da guarda.

Ano passado eu falei do quanto foi difícil passar pela experiência do câncer de mama dela, do quanto eu sofri e me fortaleci com o que passamos, hoje com tudo superado parece que ela nunca passou por tudo aquilo, salvo alguns dias em que sente dores no lugar da cirurgia o episódio passa batido tamanha a força da minha baixinha.

Mãe, eu sei que você não gosta muito de computador, prefere uma boa partidinha no videogame a ficar sentada em frente ao computador, sei disso, mas mesmo achando que você nunca vai ler isso aqui me sinto na obrigação de dizer aqui o quanto você é importante para mim, o quanto me inspira e me motiva com seus exemplos, o quanto eu gostaria de ser um tantinho do que você é. Mãezinha querida, eu te amo acima de qualquer coisa, posso dizer que sou abençoada por Deus pelos pais que ele me deu, sou uma pessoa privilegiada por ter a chance de conviver contigo, você é meu tudo e peço todos os dias para que Ele resolva inventar uma lei dizendo que mães devem durar para sempre!

Você sempre me amparou, mesmo assim me ensinou a andar com minhas próprias pernas, me ensinou a ser doce e forte, ser determinada e delicada, me ensinou a ser mulher!

Não posso deixar de desejar à outras grandes mulheres um feliz dia das mães, minha sogra Tania que colocou no mundo uma pessoa que não é perfeita, mas que foi feita perfeitamente para mim, minhas irmãs que amo muito e que são mães de duas princezinhas que alegram meus dias, minha cunhada Samantha que é uma irmã postiça e mãe dos meninos lindos da tia Di, enfim, todas as mães, de barriga, coração, alma, intenção, as que ainda sonham com esse dia como eu e todas que são mães mesmo achando que nunca nasceram para isso!