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Borboletas na Barriga…

9 mar

Como todo mundo sabe sou casada há 8 anos, eu nunca escondi aqui nem em nenhum dos outros blogs que já tive as dificuldades e as felicidades desse casamento, também sempre falei do meu desejo de ser mãe e do quanto ele tem aumentado ultimamente mesmo com o grande trauma e a grande ferida não cicatrizada no meu coração.

Não sou nenhuma Amélia mas gosto de ser dona de casa, esposa e claro acho que serei uma boa mãe, sinto que meu casamento está começando a caminhar para esse momento, acho que estamos mais maduros e precisamos também amadurecer essa relação, nos sentirmos uma família mais completa, temos planejado mais e falado disso com mais frequência que antes.

Apesar dos novos planos, temos aproveitado mais o fato de sermos só nós, é bom ser só dois, é importante aproveitar e curtir enquanto ainda somos apenas um casal, dar mais valor às tardes de domingo vendo filme abraçadinhos, a não precisar cozinhar e poder comer besteiras porque somos adultos e não precisamos nos culpar, poder namorar em qualquer hora ou lugar da casa sem ninguém para atrapalhar, enfim, é muito bom ser casal e ter noção disso enquanto há tempo para curtir mais, quem sabe daqui um tempo nos tornamos três e um gostoso caos se instala nesse lar tranquilo?!

Pois é, estou apaixonadinha por esses dias, inspirada pelos bons momentos, carinhos e sorrisos, ser feliz é bom né?

Uma das magias de viver ao lado de quem se ama é amar todos os dias e ter a possibilidades de se apaixonar novamente várias vezes pela mesma pessoa!

Contradições

22 ago

Eu sou uma pessoa com sentimentos ambíguos (afinal sou humana), volta e meia percebo o quanto sou capaz de ser contraditória, aceitar e rejeitar, ter segurança e ser insegura ao mesmo tempo, coisa de maluco.

Um exemplo dessa contradição é minha relação com o ciúme, a insegurança e a confiança, sou uma pessoa insegura por natureza daquelas que em qualquer relação seja amorosa ou de amizade sempre tem aquela necessidade de saber o que o outro sente, se está sendo correspondida, sempre com medo de no dia seguinte a melhor amiga ou o namorado simplesmente deixar de gostar, também tenho bastante ciúme de tudo  o que é meu e claro também das pessoas que amo, nada doentio mas não me sinto bem quando alguém joga charme pro meu marido, quando as minhas amigas têm outras amigas ou quando minha mãe só dá atenção pra minhas irmãs, acho que se for medir a insegurança é bem maior que o ciúme, porém sou uma pessoa que confia, embora insegura não fico neurótica com medo de ser apunhalada pelas costas.

No meu casamento não é diferente do resto, sou extremamente insegura, um pouco ciumenta, mas confio plenamente no homem que chamo de meu, detesto ficar longe dele, não suporto mulheres o tratando com intimidade e fico triste quando ele dá atenção a qualquer pessoa ou objeto inanimado ao invés de mim, volta e meia me pego perguntando se ele me ama, se é para sempre, se gostou disso ou daquilo, mas sinceramente não consigo desconfiar dele, tenho total consciência de que se um dia ele tiver que ir embora ele irá, que se tiver vontade-oportunidade pode sim me trair, porém eu confio no caráter dele, não acredito na fidelidade e sim na honestidade, não é uma questão de achar que nunca vai fazer, é uma questão de acreditar em um jogo limpo, em um relacionamento sincero e uma pessoa de boa índole.

Sabe quando você é honesto e verdadeiro com uma pessoa e sente que é recíproco? Que divide as coisas, as pessoas com que se relaciona, que pergunta a opinião, que conta o que aconteceu e isso é uma via de mão dupla? Então, aqui em casa é assim, existe uma cumplicidade que me faz acreditar que mesmo que um dia a coisa esfrie quem não estiver legal vai chegar e abrir o jogo, quem me conhece dos blogs antigos sabe que até já rolou algo do tipo e houve honestidade, houve conversa e respeito e é nisso que baseio todas as minhas relações, no respeito, embora em algumas delas não seja assim tão recíproco, embora algumas vezes eu já tenha caído do cavalo e já tenha me decepcionado sou do tipo que acredita que é dando que se recebe (ui!) e que é preciso respeitar pra ser respeitado, acho que é por isso que consegui atrair para a minha cama o meu lado uma pessoa que preenche tão bem esses requisitos e que me faz conseguir até admirar mais o seu caráter e sua honestidade do que amá-lo, se é que isso é possível!

A Receita do Equilíbrio

21 jul

Outro dia inaugurei a categoria Comportamento com um post sobre amizade, hoje resolvi falar sobre casamento, as loucuras, dificuldades e delícias dessa relação.

Quando eu e Dori resolvemos juntar os trapinhos não sabíamos muito bem o que estávamos fazendo, com 20 anos nas costas e 6 meses de namoro geralmente ninguém sabe, foram muitos perrengues, alguns persistem até hoje, algumas pedras no caminho e muito sofrimento, mas valeu a pena cada dia desses quase 8 anos juntos.

Acho que o amor faz tudo valer a pena, ma acima dele o que sustenta uma relação maluca como essa é respeito e amizade, temos muito disso aqui em casa, temos intimidade o suficiente para usarmos o mesmo msn por exemplo, sabermos o que e com quem o outro fala sem precisar bisbilhotar, dividir amigos e conversar, mas também respeitamos as decisões um do outro, sem falar que a maioria dessas decisões é nossa, tomada em conjunto com total cumplicidade.

Não somos um casal modelo, longe disso, temos brigas horríveis, quase fins e muitos problemas, muitas dúvidas também, muitos “será que ainda vale a pena”, não somos perfeitos, só normais, cheios de defeitos incorrigíveis, assim como todo mundo, mas acho que somos um bom exemplo de como com um pouco de paciêcia e concessão tudo pode dar certo, mesmo quando o mundo parece conspirar contra.

Eu era baladeira, o Dori caseiro, eu bebia de vez em quando, ele nunca bebe, eu sou emotiva, romântica, ele racional, prático, eu gosto de inverno, ele verão, eu gosto de mpb, ele de pagode, eu sou tatuada, ele não, quem disse que algum dia essas diferenças incomodaram, na dúvida entre curtir uma balada e ficar em casa, optamos por ir ao cinema, uma paixão dos dois, entre tremer e suar, ficamos no meio do caminho, ouvimos de tudo um pouco, aproveitamos as paixões em comum e entendemos as limitações do outro entre amar de mais e pensar um bocado, ficamos sempre no meio do caminho, afinal não é essa a receita do equilibrio? Seguir o caminho do meio?

Hoje em dia quem entra na nossa casa e vê a coleção de livros, games, filmes, nossa empolgação em falar de cada hobby, as piadinhas bestas que só nós entendemos, o jogo de cintura de trabalharmos juntos o dia todo e não enjoarmos, acha que nascemos um para o outro, porém ninguém conhece o caminho que seguimos para chegar a esse equilíbrio, o aprendizado e as dificuldades que passamos para assimilar cada gosto do outro, parece fácil para quem vê de fora mas é um trabalho árduo, diário e que exige manutenção constante, afinal é preciso de muita paciência para ganhar um videogame de aniversário e ficar contente não é mesmo? Mentira, eu adorei o presente, pedi tanto, tanto que ele comprou um console para que nós dois possamos nos divertir juntos, mesmo não sendo fã ele foi lá e gastou uma “pequena” quantia em um Nintendo Wii só para ter o prazer de rir quando eu jogo baseball, é a vida…

Mês que vem faço 28 anos e 3 dias depois comemoramos 8 anos da nossa primeira ficada – início de namoro, 8 anos rindo, chorando, brigando, ficando com muita raiva, aprendendo, sendo feliz, sim porque a felicidade é feita de pequenas coisas, inclusive as brigas que precedem os pedidos de desculpas.

E lá se vão 8 anos…

Ps.: Vou aproveitar o post (se é difícil postar uma vez, imagina duas) para dar os parabéns à minha querida cunhada – comadre Samantha! Sa muita, muita, muita felicidade, que esse dia seja especial como todos os que vem agora! Feliz Aniversário!!

Homem X Mulher, amigos?

29 maio

Sempre fui o tipo de meninas que me dava(no bom sentido claro) melhor com os meninos, sempre tive amigos com quem me sentia melhor do que com as meninas, talvez por não ter disputa, por não repararem na cor dos cabelos ou na marca da roupa, talvez por achar divertido vê-los falando de nós mulheres, não sei, o fato é que sempre tive afinidade com o clã masculino, coincidentemente o Dori (meu marido) tem uma facilidade enorme para fazer amigas, o que de certa forma nos aproximou na época da faculdade, o fato é que apesar de termos isso em comum sempre ouvi dele que homens na sua maioria não se aproximam de mulheres com a intenção de fazer amizade e a recíproca claro também é verdadeira, sempre ouvi muita bronca por ter apenas amigos na época, embora fossem também amigos dele, do tipo que frequentavam nossa casa, ele sempre achou que não era algo legal.

Eu particularmente acho que há casos e casos, sempre existem pessoas querendo se aproveitar de um momento de carência do amigo (a) para tirar uam casquinha, mas acho que isso também depende do quando você abre as portas para que aconteça.

A questão é, qual o limite para uma simples amizade entre homens e mulheres, qual o limite da intimidade, é possível termos esse tipo de relacionamento e isso não afetar um casamentos ou namoro?

Pergunto isso porque eu sou muito ciumenta e insegura, possessiva até, mas sei respeitar quando o Dori tem uma relação profissional ou mesmo de amizade com alguma mulher, da mesma forma fico furiosa quando acho que passa do ponto, mas qual seria esse ponto afinal? Será que eu exagero ou as coisas nem deveriam chegar a isso, homem (ou mulher) casado (a) não pode ter amigos do outro sexo em hipótese alguma? Definitivamente não sei.

Eu mudei muito depois de casar e em boa parte por inicitiva própria, as vezes até ouço que me fechei de mais pois nem com as amigas tenho conversado direito, mas sei lá, não acho que seria legal um amigo da época de solteira ligar aqui em casa para bater papo e o Dori atender, da mesma forma que não procuro hoje fazer novos amigos homens, inclusive no ambiente da internet não acho legal dar muita intimidade e muita liberdade para um amigo do sexo oposto, converso até com alguns homens que têm em comum o ramo de videolocadoras e apesar de nos considerarmos amigos nunca nenhum deles soube o que se passa dentro da minha casa, da minha vida, é uma questão de respeito, sempre penso que não faria algo com o outro que não gostasse que fizesse comigo e assim vou permeando meu comportamento de mulher-direita-casada, mas será que é egoísmo eperar o mesmo do parceiro em suas relações?

Não sou uma maníaca a lá Sílvia não, acho que temos que manter as relações pessoais, antigos e novos amigos, é saudável, volta e meia aparece alguma antiga amiga do Dori no orkut e eu nunca vou implicar com ele por ter vivido antes de me conhecer, da mesma forma que ele não o faz comigo, mas também acho que o meu marido não precisa saber o ciclo menstrual de outra mulher que não seja a dele, na verdade algumas intimidades eu não teria com amigo nenhum mesmo que fosse solteira, é uma questão de bom senso, de ser dar o respeito mesmo, mas cada um tem sua ética, seus parâmetros para o que considera exagero ou não e é aí que a coisa complica porque o que você pode achar super normal a esposa (marido) do seu amigo (a) pode achar um desfrute e é desses limites que estou falando, onde acaba a sua liberdade e começa a intimidade de um casal, é muito complicado avaliar o que é certo ou errado nessas situações, já vi por exemplo mulheres ficarem furiosas por eu cumprimentar seus maridos, da mesmo forma que outras não estão nem aí se o marido sai para jantar com a mais nova amiga, até o meu critério de não fazer com o outro o que não queria que ele fizesse é relativo porque de repente a pirigueti que é folgada com o marido alheio não está nem aí se o dela sair à caça.

Mas como disse várias vezes acima tudo se resume a respeito, se as pessoas se respeitarem tudo fica bem, sem estress, sem problemas, sem saia justa, porém o que mais falta hoje em dia entre as pessoas é respeito e humildade principalmente quando é preciso reconhecer os próprios erros, eu confesso que muitas vezes acabo agindo no egoísmo e querendo que as atenções só para mim, mas como disse, se houver respeito as coisas sempre se resolvem, mas quando este falta a coisa complica, se você não respeita o outro perde totalmente a moral diante dele, se você não se dá o respeito diante de alguém não tem o direito nenhum de exigí-lo mais tarde.

Vou dizer uma coisa, relacionamentos de qualquer forma são extremamente complicados, eu desisti de entendê-los, aliás desisti de entender a nós, seres-humanos, o bichinho estranho o tal do homem, mas infelizmente precisamos sempre tentar conviver da forma mais pacífica possível.

P.s.: Faz tempo que queria escrever um pouco sobre comportamento, estava deixando esse assunto e esse post para mais tarde mas estou com alguns planos meio mirabolantes e esse mais tarde poderia virar muito mais tarde, e aí ia acabar perdendo a inspiração, mas de qualquer forma quero entrar em outros temas meio contraditórios que se fazem os meus macaquinhos trabalharem dentro da cachola deve acontecer com mais alguém também, enfim, aguardem mais posts do estilo e novidades para frente!