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Mães

9 maio

Então hoje é dia de parabenizar as mães, não gosto muito desses dias pré-frabicados para homenagear certos grupos de pessoa, acho que sempre deixa alguém carente além de servirem para aumentar o consumismo, mas já que existem faz parte do figurino participar também.

Minha mãe é, hoje e em todos os dias da minha vida, a pessoa mais importante emais especial, minha fortaleza, meu alicerce, minha paixão, não posso me imaginar sem ela e não gosto da idéia de que ela não será eterna (saco), sei que como todas as mães e seres humanos em geral ela comete erros mas que eles são tão pequenos perto do que ela faz de bom que quando e se um dia eu for mãe quero ser só a metadinha do que ela é que já serei uma grande mãe para o meu biscuit!

Para a minha mãezinha, minha sogra, minhas irmãs e minha cunhada, para todas as mães blogueiras, twitteiras e para aquelas que ainda são só filhas, para os pais/mães que criam seus filhos sozinhos, pra geral todinha, um feliz dia das mães, um feliz amahã, um ano feliz, uma vida feliz, muito amor e muito reconhecimento por parte de nós filhos chatos e ingratos!

A Vida…

18 jan

A vida é difícil, confusa, encantadoramente estranha, nós somos estranhos, mudamos de estilo, e humor, de opinião, mudamos o foco da nossa vida e nosso objetivos inumeras vezes durante nossa trajetória, somos eternos insatisfeitos mesmo que satisfeitos, estamos sempre procurando, o par ideal, a casa ideal, o carro ideal, a carreira ideal, estamos sempre tentando viver de forma ideal mesmo sem ter certeza se é isso o que realmente nos faria feliz.

Buscamos sempre a felicidade mesmo que já sejamos felizes, tentamos sempre querer algo que não temos só para justificar essa busca, vivemos amparados a metas mesmo que a mudemos milhares de vezes só para continuarmos lutando por elas, estamos sempre atrás sem ao menos olhar quem está do lado.

Hoje estou especialmente chata, querendo atenção, importância, me permitindo ser um pouco egoísta e querendo estar ao lado, à frente para ser notada, estou em busca de satisfação e mimo por alguns minutos, estou carente.

É a vida…

12 nov

Ultimamente tenho pensado muito na vida, o que não é novidade, mas tenho feito isso de uma maneira diferente, não tenho pensado nos planos, nos problemas ou nas frustrações, mas na maneira como as coisas pelas quais passamos podem nos transformar de uma maneira positiva ou negativa.

Se qualquer pessoa for olhar para a minha vida vai dizer que não vivi nada, não acabei minha faculdade, não casei na igreja, não tive filhos, não perdi ninguém importante, não tive grandes felicidades tampouco grandes frustrações, no entanto penso que o tamanho da conquista ou da dificuldade é diferente para cada um, o que aos olhos dos outros parece nada para você pode ser a maior dor ou alegria do mundo, e só a sua maneira de vivenciar isso pode avaliar, e eu acho que já vive um bocado de coisas e aprendi muito com elas.

Já tive três grandes momentos de decisão, quando decidi sair da casa dos meus pais, quando decidi continuar casada e quando decidi vender minha casa, não foram decisões só minhas, foram as três decisões que tomamos como um casal, como uma família, mas é claro que a cada um coube pensar e refletir sobre o que queria e posso dizer que também foram três divisores de água, as três oportunidades que tive de mudar totalmente minha vida e embora não tenha certeza se tomei as atitudes certas não me arrependo de tê-las tomado e sou feliz independente do rumo que minha vida tomou com cada uma delas.

Eu tive alguns momentos difíceis até hoje, a crise no meu casamento, a interrupção da minha gravidez e o câncer da minha mãe, todos foram contornado, superados? Não sei, de vez em quando alguns fantasmas me atormentam, mas posso dizer que os momentos mais difíceis foram os que mais ensinaram, da mesma forma em que os complicados momentos de decisão, as crises também exigem de nós uma atitude firme e acho que quando cai da real e percebi isso em cada uma dessas situações foi o momento em que comecei a receber minha lição. Claro que não sofri só nesses momentos, até a perda da minha cachorra foi motivo de sofrimento, os problemas financeiros, renunciar à faculdade, a instabilidade, os problemas das pessoas que amo, tudo é motivo de dor e desgaste e porque não de aprendizado, mas acho que alguns momentos como os que citei antes são importantes para revelar o que somos e nos fazer refletir sobre como queremos ser.

Até existir a possibilidade de o meu marido ir embora nunca havia pensado no quanto minha insegurança e dependência poderiam fazer mal a nós dois, também não sabia o quanto eu era ingrata comigo e com Deus até perder o maior sonho da minha vida que parecia estar em minhas mãos quando tive a notícia que não teríamos o nosso bebê, só quando minha mãe me falou de sua doença percebi que visitá-la todo dia não era suficiente, eu precisava demonstrar mais meu amor e curtir cada momento com ela, eu devo minha vida a ela e os minutos diários muitas vezes mal-humorada não bastavam para dizer o quanto a amo e sou grata por tudo.

Enfim, também tenho muita coisa boa para contar, muitas risadas, muito amor, muita felicidade, quando passei no vestibular, a compra da nossa casa e depois ver minha locadora montada, cada momento pequeno e simples de felicidade como nossas duas viagens ao Rio também têm grande valor e acho que essa é a hora em que deixamos de ser melancólicos para sermos felizes, quando valorizamos as pequenas coisas boas ao invés das grandes ruins, essas são importantes lições mas não são coisas para ocupar nossos corações por maiores que sejam, pode parecer demagogia, fico falando mas nunca perdi um pai, um filho, mas minha maior lição vem de pessoas que viveram isso, sofreram e sacudiram a poeira para poder continuar suas vidas, uma delas, meu marido e maior exemplo foi quem me ensinou a não reclamar e remoer sofrimentos, é difícil, mas com certeza sempre, sempre poderia  ser pior.

Não sei qual é a chave da felicidade, o segredo da minha é a simplicidade, é olhar com mais atenção para coisas legais e menos para o sofrimento, não sou nenhuma Polyana, acho que tenho uma alma depressiva e infeliz por natureza, mas o exercício diário de descoberta da vida e das coisas boas dela me faz descobrir que não há dinheiro, amor ou conquista que nos faça feliz, o que nos faz feliz somos nós mesmo!