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Borboletas na Barriga…

9 mar

Como todo mundo sabe sou casada há 8 anos, eu nunca escondi aqui nem em nenhum dos outros blogs que já tive as dificuldades e as felicidades desse casamento, também sempre falei do meu desejo de ser mãe e do quanto ele tem aumentado ultimamente mesmo com o grande trauma e a grande ferida não cicatrizada no meu coração.

Não sou nenhuma Amélia mas gosto de ser dona de casa, esposa e claro acho que serei uma boa mãe, sinto que meu casamento está começando a caminhar para esse momento, acho que estamos mais maduros e precisamos também amadurecer essa relação, nos sentirmos uma família mais completa, temos planejado mais e falado disso com mais frequência que antes.

Apesar dos novos planos, temos aproveitado mais o fato de sermos só nós, é bom ser só dois, é importante aproveitar e curtir enquanto ainda somos apenas um casal, dar mais valor às tardes de domingo vendo filme abraçadinhos, a não precisar cozinhar e poder comer besteiras porque somos adultos e não precisamos nos culpar, poder namorar em qualquer hora ou lugar da casa sem ninguém para atrapalhar, enfim, é muito bom ser casal e ter noção disso enquanto há tempo para curtir mais, quem sabe daqui um tempo nos tornamos três e um gostoso caos se instala nesse lar tranquilo?!

Pois é, estou apaixonadinha por esses dias, inspirada pelos bons momentos, carinhos e sorrisos, ser feliz é bom né?

Uma das magias de viver ao lado de quem se ama é amar todos os dias e ter a possibilidades de se apaixonar novamente várias vezes pela mesma pessoa!

O Mal do Século…

13 jul

É estranho, para não dizer engraçado, com as pessoas têm capacidade de enfrentar grandes adversidades e muitas vezes se entragam para pequenos obstáculos.

Há aproximadamente 1 ano e meio minha mãe foi diagnosticada com câncer de mama, de uma forma decidida e forte como eu não acreditava que nem ela fosse capaz, encarou a doença como quem encara uma gripe, não ficou um dia sequer de cama, não teve reações à quimioterapia e radioterapia e ria até do fato de ficar carequinha, para mim foi uma lição, tanto de força da minha mãezinha como também uma lição de vida para uma pessoa que como eu sempre achou que a mãe ia durar para sempre.

O fato é que de uns tempos para cá ela que já não era de sair muito de casa foi ficando cada vez mais reclusa, cada vez mais fraca, cada vez mais triste. Mesmo tendo se livrado da doença que a afetou minha mãe começou a cair por qualquer outra coisa, uma crise de asma, uma dor na vesícula onde tem vários cálculos, ou uma simples gripe, qualquer coisa que a aborrecesse deixava minha mãezinha doente, junto a isso ela também foi ficando mais sozinha, minha irmã mais nova namorando quase não fica em casa, meu pai trabalhando como caminhoneiro sempre viajando, e as filhas casadas todas trabalhando sempre muito ocupadas para dar um alô, é minha mãe ficou deprimida, acho que toda a força que teve diante do malvado câncer acabou com a resistência dela para esse mal, essa doença que afeta a alma e enfraquece o corpo.

Ontem fiquei muito, mas muito preocupada, vi minha mãe chorando, meu pai desesperado porque além disso tudo ainda tem uns exames que não estão legais, mais motivo para ela ficar preocupada e trazer mais crises, o pior é que parece que só eu vejo isso, que só eu percebo que a mesa de domingo antes cheia agora abriga somente eu, meu marido e meus pais, que minha mãe prefere a casa cheia com muito serviço para fazer do que tudo limpinho sem ninguém dentro, parece que só eu tenho noção de que o que minha mãe passou era motivo mais do que suficiente para que cada uma de nós agradecesse todo dia por ainda ter a oportunidade de fazer o que ainda não fez por ela, de dizer eu te amo, de levar passear, de fazer algo que ela adora comer e levar lá só para mostrar o quanto ela é importante, sim porque para mim não há nada mais importante do que a minha mãe, não há nada no mundo que substitua uma mãe e sinceramente não quero levar para a minha família o remorso de ter sido uma má filha, não quero levar aos filhos que desejo ter o mau-exemplo de não ter amado minha mãe o tanto que ela merecia, porque ela merece tudo!

Minha mãe é extremamente ansiosa, sempre foi, mas hoje vejo que isso tem feito ela ficar doente, é a preocupação com o marido viajando, com uma filha que não está bem, com a outra que some, com a outra que é adolescente, com o cachorro, com o vizinho, com o tempo, tudo é motivo para ela sofrer e desencadear crises de dor seja lá onde for, o nervosismo, a depressão, a tristeza estão matando a pessoa que mais amo no mundo e eu não consigo fazer nada, já conversei com todo mundo, já falei que ela precisa de médico, que precisa se tratar, não das dores, da gripe ou da asma, mas da depressão, da angústia que está fazendo ela não comer, não viver. Já tentei convencer meio mundo de que não precisamos viver grudados e puxando o saco uns dos outros mas devemos sim cuidar dela, ela sim merece todas as atenções do mundo, ele merece carinho, merece chamego, merece amor, não estou falando de quem leva ela no médico, quem limpa a casa dela, isso tudo é irrelevante, estou falando de visitar, de ligar, de agradar, falar de coisas que não sejam doenças, críticas e aborrecimentos, minha mãe não precisa de mais aborrecimentos, mas mais uma vez parece que só eu vejo isso.

Minha vida está sempre um caos, a locadora que não dá grana, um monte de coisa em casa precisando arrumar, pra se ter uma idéia todas as cadeiras da minha cozinha estão quebradas, mas quando entro na casa da minha mãe ou ligo para ela evito qualquer problema, rio, faço piada, insisto pra ela comer, para se animar, faço o mínimo, sei que não é suficiente, que eu devia largar tudo e ficar o dia todo com ela, que devia saber dirigir pra levá-la onde precisa sem que ela esquentasse a cabeça toda vez, mas pra variar eu não consigo fazer nada mais do que simplesmente dar alguns minutos diários de atenção para minha rainha, sei lá, eu acho que não conseguiria não fazer isso, não ver minha mãe todo dia, não agradá-la, não pedir desculpas quando brigo e sou injusta com ela, não conseguiria passar um domingo sem almoçar com ela e mesmo assim tenho a impressão de que quando ela não estiver mais aqui terei uma culpa enorme por não ter passado mais momentos com ela, por não ter dito mais que a amo, por não tê-la privado mais dos meus problemas, por não ter sido boa o suficiente para ela ter orgulho de mim.

Mãezinha, minha querida, não seja malvada comigo, seja forte, seja guerreira como foi sempre, não quero ter um filho sem vó, quero que ele curta a avó doidona, quero ter um filho que jogue videogame com a vó, quero ter um filho que saiba o que é o almoço de domingo, as farras nas noites de sábado, as asneiras que vc apronta com o Dori, mãe, quero que você viva pelo menos mais uma vez a alegria de ter um netinho, quero que você curta cada momento e que o milagre da vida te atinja, quero que você vá embora só quando ficar velhinha, quero que você morra de velha numa cama quentinha enquanto dorme, não quero mais vê-la sofrer de tristeza, não quero mais vê-la sofrer por antecipação, não quero mais vê-la sofrer porque criou quatro filhas bobas que não te dão o devido valor, mãe quero que você viva 100 anos e todos sejam felizes!

Sangue X Coração

3 abr

A Maternidade sempre foi um assunto fascinante para mim, sempre procurei me informargravidez.jpg e tentar me preparar para o meu momento de ser mãe, tanto que muitas vezes mães vêm me perguntar coisas a respeito. Ser mãe é para mim a grande meta, quando minha vida proporcionar o momento ideal para isso será o ápice de todas as realizações, até tento não super-estimar algo que pode até não acontecer nunca devido a vários fatores, mas não adianta, acho que nasci mãe e só não encontrei meu filhote.

Para mim a maternidade vai muito além de gerar e parir, é desejar, esperar, amar, independente de isso acontecer em seu ventre ou não, claro que faz parte do pacote e desejo muito ter novamente um resultado de beta HCG positivo nas mãos, mas não acho que é isso que faz de uma mulher uma mãe, digo isso porque vejo muita coisa por aí que me irrita, muito preconceito e desrespeito em relação à adoção, tanto de quem não tem casos na família como de quem os tem.

Acho o supra-sumo da ignorância a pessoa que acha que laços sanguíneos são pré-requisitos para amor, que irmãos tem que se agüentar pq tem o mesmo sangue, que filhos tem que respeitar os pais porque tem o mesmo sangue, que fulando não é parente pq não tem o mesmo sangue, se a coisa se baseasse em sangue e só o mundo seria um caos maior ainda.

Penso sim que família tem que se amar e se respeitar incondicionalmente mas porque tem uma vida em comum, uma criação baseada nisso, em respeito e amor e não em sangue, até porque se fosse assim você doaria seu sangue e teria que amar o receptor.

bebe.jpgTenho uma irmã adotiva que é a razão da minha vida, eu a amo como a uma filha e não há nada que a diferencie das demais irmãs a não ser o fato de que somo muito, mas muito mais ligadas do que as outras, temos um laço tão estreito que minha mãe chega a confundir nossas vozes, ela ouve mais a mim do que a qualquer outra pessoa e em nenhum momento da vida dela tivemos dúvidas de que somos irmãs desde sempre e ela sempre soube que era adotada, nunca fingimos nem mentimos até porque existem diferenças físicas, ela é mulata (linda) e nós todas branquelas, mas isso é o menor motivos, sempre fomos honestos porque nunca houve dúvida alguma de que ela é parte de nós, filha dos meus pais e minha irmã, independente de onde ela veio, somos uma família independente da origem de cada um e ouso dizer que ela é o elo forte que nos une hoje.

Tenho outros casos de adoção na família, pessoas que amo da mesma forma que se tivessem o tão idolatrado sangue da família nas veias, porémnão há em suas casas a mesma postura que na nossa,por um motivo ou outro que nunca entendi as pessoas preferem fingir que seus filhos nasceram ali como se a adoção os diminuísse, não entendo, não aceito e acho isso uma tremenda falta de segurança, mas respeito, principalmente porque a minha opinião é só a minha opinião e não tenho nada a ver com a vida que os outros levam, tanto que não vou citar nomes ou laços familiares aqui, mas ultimamente algumas coisas me fizeram pensar muito nisso, no quanto as pessoas vivem vidas de mentira, procuram semelhanças físicas quando os laços devem ser muito maiores que isso. Tenho pensado muito em como o ser humano procura se apegar a coisas frágeis enquanto a vida é algo mais sólido, enquanto a felicidade é muito mais simples e acessível do que parece.

É tão boba essa história de sangue até porque parte do princípio que um filho seu é a mistura sua com alguém que passou a fazer parte da sua vida sem ter laço familiar nenhum (na maioria das vezes), que vc ama porque é legal, porque é bom, porque merece e acho que o filho deve ser amado principalmente por isso, porque ele merece.

Não estou desmerecendo os laços sangüíneos, apenas acho que não é um fator determinante eu uma família, Também não acho que todo mundo deve sair adotando filhos por aí, é uma questão de escolha, mas acho que se uma pessoa faz essa escolha deve estar preparada para amar seu filho como ele é sem mentir para ele ou para sim mesmo, se você não está preparado para ssumir esse amor a uma criaturinha que não foi gerada por você então acho que deveria rever sua decisão.

Tenho muita vontade de independente de gerar um filho um dia adotar outro, não como alternativa para a infertilidade, mas por vontade de dar felicidade e amor a alguém que tanto precisa disso, tenho muitobebe2.jpg receio porque acho que algumas pessoas não vão aceitar essa criança como ela merece, já ouvi coisas que me aborreceram antes mesmo de tomar essa decisão, a velha história do sangue, sabe quando as pessoas dizem fulado tem 2 filhos mais aquele que pegou pra criar? Então não quero um filho meu ouvindo isso principalmente de pessoas próximas, não quero ouvir que tal pessoa tem 5 afilhados mas 1 é adotado, 23 primos e mais o adotado, 4 netos e mais um adotado, assim como eu quero ser mãe gostaria que essa criança fizesse parte da vida de outras pessoas como fará da minha da mesma forma que minha mãe adotou a Mariana e eu a adotei como irmã, da mesma forma que eu acho que o Christian é meu sobrinho igualzinho a Elo e a Gabi e o Dori as considera sobrinhas igual a ele independente de ser do meu lado da família ou da dele porque sangue não é nada quando se tem amor, respeito e solidariedade.

Ps.: Falando em sobrinhos daqui a pouco chega mais um apra a conta, Sa, não vejo a hora de ver o Danilo, acho que estou tão empolgada quanto vc, rsrsrs…

Ps2.: Mudei meus cabelos novamente, qualquer dia coloco uma foto!

Ps3.: Lembram do Jeans medida? Então entrei nele !!!!!!