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Agora só falta você!

20 fev

Desde que descobrimos que o Nicolas estava à caminho já começamos a planejar seu canto, na verdade planos para ele sempre tivemos, mas quando tudo se tornou concreto era a hora de começar a colocar a mão na massa.
Nossa casa estava com vários problemas e de uma forma meio trágica e providencial conseguimos ter condições financeiras para fazer as reformas necessárias, pelo menos o básico que era o telhado, para podermos voltar a dormir em nosso quarto (sim, dormíamos na sala), fechar uma porta aqui, colocar uma parede ali e foi então que recebi a ordem de despejo do meu cafofo para liberá-lo para o futuro dono e desde então estamos em constante trabalho para tornar o lugar onde ele passará seu tempo o mais fofo e confortável possível.
Antes mesmo de sabermos o sexo do bebê estivemos em uma feira de gestante e nos encantamos com tudo, fizemos todo o enxoval com estampas neutras e compramos o jogo de protetores do berço, estava decidido, o quarto do nosso filhote seria de bichos variando alguma coisa ou outra dependendo do sexo, o jogo do berço comprado é bege e combinaria com uma menininha ou um moleque, então arrematamos na hora.
Aos poucos fomos pintando (depois de sabermos que era um menino), colocando o papel de parede e idealizando cada coisa, os meus pais que sempre esperaram pelo neto já haviam prometido o berço e cumpriram com o trato, compraram o que a mamãe aqui escolheu e o resto das coisas foi sendo comprada, ganhada e feita aos poucos, o grosso do trabalho já está pronto há tempos assim como as roupinhas que foram todas compradas bem cedo pra facilitar minha vida, sabia decisão, hoje não conseguiria bater perna, e agora posso dizer que quando o Nicolas chegar seu ninho está prontinho.
Embora ter um quarto e o que estiver dentro dele não seja o mais importante para a chegada do meu filho o exercício de ir fazendo cada coisinha, preparando, ajeitando e sonhando com o momento em que ele estaria ali ajudou muito na minha preparação para esse momento cada vez mais próximo, hoje quando paro na porta do quarto já não penso no que falta ser feito mas em quem falta estar ali, só falta ele e falta muito pouco para que nosso filhote chegue, só peço a Deus que ele venha perfeitinho, com saúde e que goste bastante de leão rs.

Filho, teu lugar no mundo está garantido, agora só falta você!


Ps.: Para não passar por mentirosa há 2 coisas a serem feitas ainda, terminar a pintura da porta que resolvemos pintar em cima da hora e colocar o nome dele na plaquinha…

E a jornada vai chegando ao fim…

13 fev

Ou apenas começando, não sei exatamente em que parte do caminho me encontro, não sei se são jornadas distintas, uma que acaba agora e outra que vai se iniciar ou se é tudo parte de uma única caminhada que começou há vários anos e que não vai acabar.
O fato é que estamos quase entrando no marco de 37 semanas de gestação, meu filho já pode nascer sem ser considerado prematuro e meu corpo já há algumas semanas dá sinal de que ele realmente está para chegar, como estou me sentindo em relação à isso? Um turbilhão de sentimentos, sensações, pensamentos, uma enxurrada de coisas passa pela minha cabeça todos os dias e principalmente nas noites que já eram complicadas e hoje têm sido praticamente em claro.
Você já reparou que a gente é propenso a ter pensamentos malucos em algumas situações específicas como no banho e nas noites insones? No meu caso o banho é sempre ninho de planos para dominar o mundo e resolver os problemas mais difíceis e as noites mal dormidas servem para alimentar minhoquinhas e grandes caraminholas que me assombrarão e com certeza farão com que aquele resquício de sono que estava ali vá embora e assim mais minhocas aparecerão e bem, dá pra imaginar onde vai parar a criatividade e a propensão a pensamentos ruins.
Enfim, voltando ao início, ou melhor ao fim, estamos chegando ao final de uma gestação tranquila, abençoada e muitíssimo desejada, passou rápido, não, não, passou voando, sinto uma culpinha por não ter aproveitado mais, por não ter fotografado mais, por não ter batido mais perna com a barriga à mostra por aí, por não ter tomado total consciência da grandiosidade de tudo o que está acontecendo conosco, mas sinceramente, acho que nunca seria o suficiente, se tiver outra oportunidade de gerar um filho também acharei que não curti o suficiente esse período mágico e também todos os outros, simplesmente porque todas as fases passam e tudo o que é prazeroso passa voando e deixa esse gostinho de quero mais. Não, eu não quero mais agora não, por enquanto e por um longo período o Nicolas continuará a ser filho único, não temos espaço físico, financeiro e psicológico pra mais ninguém por aqui, mas não é uma decisão definitiva afinal nada na vida é tão definitivo assim.
É meio clichê dizer que a gravidez me transformou, como mulher, como ser humano, mas é a mais pura verdade, aprendi coisas sobre mim e sobre o mundo que não percebia antes, me descobri mais forte e mais decidida do que imaginava, redescobri laços que não percebia mais que existiam, vi minha vida e meu casamento se transformarem e não apenas pelo filho que está chegando, mas por mim e pelas mudanças que aconteceram comigo.
Eu acho que finalmente consegui passar de fase, subir ao patamar de mulher e deixar pra trás aquela vidinha de menina, passar de filha a mãe é um processo extremamente difícil e até doloroso e estar passando por isso está me renovando e me fortalecendo, estou gostando disso, de tomar certas rédeas que não me pertenciam e eu fingia que tinha em minhas mãos, estou me sentindo poderosa, bonita, forte e isso faz bem, principalmente a uma pessoa predominantemente depressiva como eu, sim pq fazer graça de tudo, viver rindo das desgraças e não reclamar o tempo todo não faz de mim uma pessoa sempre alegre, sou otimista sim e isso é o que mais me faz depressiva pois acredito sempre de mais e sofro na mesma proporção, enfim, acho que todo esse processo pelo qual passei e estou passando está me deixando mais forte e mais resistente em relação à essa tendência a deprimir, acho que é o tal do instinto que me faz querer ser melhor para o meu filho que está chegando.
E como tudo o que acontece por aqui, na gravidez não seria diferente, estamos vivendo isso juntos e crescendo juntos, embora muitas vezes não pareça eu e o Dori somos um casal bastante unido, do tipo que não toma decisão sozinho, do tipo que compra tudo em número par para não faltar para o outro e que está curtindo junto todas essas loucuras da chegada do moleque.
Eu já esperava que meu marido fosse ficar feliz em ser pai e sei que ele é um cara atencioso embora sempre meio calado, mas confesso que estou muito feliz em ver a dedicação dele para mim, é muito mais do que cuidar do casulo que guarda seu filho, é cuidar da mulher que ama, é elogiar, fotografar, beijar não apenas a mãe, mas a esposa, é se preocupar em como eu estou me sentindo e não só em como está o bebê e isso não é algo que uma grávida está acostumada a receber, passamos de mulheres à receptáculo de bebê e até gostamos disso, mas me sentir mais amada, mais protegida e mais desejada dá uma bela de uma injeção de ânimo principalmente nesse fim de caminhada quando a disposição e a vaidade costumam parar lá nos pés (inchados).
Então, como já disse várias vezes ao longo desse longo texto, estamos no fim, num fim que é apenas mais um começo, chegamos ao ponto extremo de uma caminhada que esperei minha vida inteira para percorrer, que confesso não acreditava que conseguiria e que percorri o mais lentamente possível para tentar acreditar que era de verdade e confesso que ainda não acredito, ainda não caiu a tal da ficha de que seremos pais, de que o Nicolas realmente está chegando, que aquele lindo quarto que montamos estará cheirando a bebê daqui a no máximo 4 semanas, ainda não acredito que meu sonho maior está se realizando e foi tão tranquilo, tão bom, tão feliz até aqui que só pode continuar sendo uma beleza na próxima etapa.

… Vamos viver

Temos muito ainda por fazer

Não olhe pra trás

Apenas começamos

O mundo começa agora

Apenas começamos…

(Metal contra as nuvens, Legião Urbana)

Agora vai!

31 jul

Ontem meu marido comentou no twitter que essa foi uma semana de extremos e é a melhor definição para tudo o que sentimos nos últimos dias. Na terça-feira de madrugada acordamos com o telefone e a notícia de que a avó dele havia falecido, ela estava há 35 dias na UTI e já tinha se safado de 3 paradas cardíacas há poucos dias, mas mesmo assim não foi fácil, passamos por um dia duro e bastante triste. Ontem a tarde fomos à clínica repetir o ultrasson e ver se o filhote estava bem, depois de tudo o que estávamos sentindo e do meu grande pessimismo ouvir o coração batendo a 171 bpm foi revigorante!

É impressionante como vamos do céu ao inferno e vice-versa em questão de minutos ou dias, é intrigante a capacidade que nós, seres humanos, temos de nos abater e encontrar forças em pequenos detalhes, em coisas peculiares de nossas vidas, para muitas mães um exame de ultrasson pode ser rotina, para mim foi a glória, foi lindo, ver aquele feijãozinho dentro de mim com um coração minúsculo batendo, representou a glória de Deus e o fantástico milagre da vida, sem exageros e sem breguice, me senti iluminada.

Falei pro Dori ontem a noite que finalmente me sinto grávida, a ficha tá caindo aos poucos e saber que está tudo bem e correndo como previsto para a época (8 semanas) me tranquilizou e me fez acreditar que “agora vai”. O sentimento de ver as 2 linhas no teste de farmácia e de ver o resultado do beta foi inexplicável, mas eu já tinha visto um resultado desses antes, agora o que senti ontem foi libertador, eu consegui, estou gerando um bebê dentro de mim, é algo que pode ser natural para qualquer mulher e que embora eu não tivesse nada que me impedisse de conseguir me parecia impossível, eu realmente não acreditava que seria mãe e já estava até conformada, mas eu serei mãe, eu já sou mãe de um feijãozinho, um piolhentinho que cresce tipo planta aqui dentro e logo dará para ver  o barrigão crescer, sentir mexer, conversar.

Estou me sentindo vitoriosa, poderosa, a pessoa mais importante do mundo, mas pelo menos no meu mundo eu sou, estou carregando vida aqui dentro, um pedacinho de Deus, um pequeno milagre que ainda vai me emocionar muito, tenho certeza…

Vamos falar a verdade?

18 jul

Em um mundo perfeito eu deveria estar postando todos os dias sobre as maravilhas de sentir os primeiros sinais de que meu baby está por aqui, náuseas, cansaço, seios sensíveis, até o mau-humor deveria estar sendo comemorado e dividido com as dezenas de leitores fieis que ficariam felizes com cada relato acompanhando ansiosamente minha enorme felicidade.

O que posso dizer é: Mundo perfeito my ass!

Eu não tenho mais saco nem inspiração para escrever, não tem ninguém aqui pra ler e não estou assim tão empolgada em sentir azia nem comemorando cada ida ao banheiro de madrugada no alto dos 5° que tem feito por aqui, essa é a verdade, #prontofalei como diria no Twitter.

Eu estou feliz sim, claro que estou poxa é meu maior sonho e está acontecendo exatamente como deveria, o Dori está nas nuvens nossas famílias também, estamos na melhor fase das nossas vidas e aconteceu sem stress, sem esperarmos embora estivéssemos em processo de avaliação e tentativas, mas ainda não caiu a ficha, sacomé? Não me sinto grávida, nem consigo usar a palavra grávida, tenho medo de ser tudo “bom de mais pra ser verdade”, não consegui pular de ponta pra não bater a cabeça no fundo da piscina e aí vem o remorso por não estar curtindo como deveria, coisa louca, estranha, coisa de grávida, isso tenho certeza que é.

Acho que muito do meu medo vem de tudo o que já passamos, estava tremendo na segunda-feira passada quando fui fazer a primeira ultra, medo de revisitar tudo novamente como quando tive a ectópica, aí veio o alívio quando o ultrassonografista (é esse o nome) achou o saco gestacional no meu útero, cara de interrogação quando descobri que havia ovulado do lado esquerdo – como assim? Eu não tenho trompa esquerda cacete! –  E aí a tensão quando não deu pra visualizar o embrião, ok, sei que é normal não ver na quinta semana que é o provável tempo que estava no dia da ultra, mas aí ter que esperar mais 3 semanas pra repetir o exame é tortura, 3 semanas de ansiedade e novamente de medo, e se não tiver nada lá? E se acontecer algo errado? E se…

Sempre tem um e se, acho que até o fim terá, outro dia comentei com minha cunhada que toda vez que vou ao banheiro tenho medo de descobrir que estou sangrando, algo completamente compreensível para quem passou pelo que passei há 6 anos então só me resta esperar até daqui a 2 semana (ufa uma já passou!) quando finalmente vou ver o piolhentinho crescendo dentro de mim pq sim ele, ou ela, está aqui dentro sim independente das loucuras que passam por essa mente doentia.

Ps.: Filhote, por favor, releva sua mãe, ela é maluca e não controla os próprios pensamentos…

O ano em que eu tive um dia das mães

9 maio

Era dia 30 de Abril de 2004 quando achei que algo estava diferente, acho que no fundo o coração sabia o que estava acontecendo, mas havia prometido ser mais racional quando o assunto fosse esse. Quando a nova ginecologista levantou a hipótese de gravidez novamente os batimentos aceleraram e um leve eu já sabia passou pela mente, mas a nova Diana racional resolveu esperar para ver e a espera levou ainda uns dias, mais precisamente 5 dias.

Nunca vou esquecer dessa data, ficou marcada para sempre como o melhor e o pior dia da minha vida, sempre planejei mil maneira de contar ao Dori que seríamos pais mas nenhuma delas passaria perto da forma como aconteceu, como a médica estava desconfiada de uma gravidez devido ao tamanho aumentado do meu útero e o corpo lúteo encontrado no meu ovário esquerdo em uma ultrassom, me passou a requisição de um exame de Beta HCG para eu fazer uma semana depois, como eu não menstruava há 4 meses não tínhamos idéia de quando eu ovulei, só a certeza de que havia ovulado, no dia 05 de maio fui tomar banho e notei um sangramento forte, quando vi um coágulo imenso estava o chão do box, chorei horrores e quando saí liguei logo para a doutora que me mandou para o laboratório fazer o beta, se desse positivo eu poderia estar abortando.

Fui correndo fazer o exame e a espera até o fim da tarde foi imensa, na época o Dori fazia um curso técnico e estava em fase de trabalhos e provas finais, não podia faltar aula mas ficou de pegar o exame no laboratório e me ligar da rua caso eu não conseguisse o resultado por telefone, liguei lá e como conhecia a menina da recepção pedi que ela abrisse o envelope e lesse o resultado, jamais vou esquecer da voz dela ao telefone “alô Diana, o resultado é positvo.” Eu não sabia se ria ou chorava, o meu marido ainda não tinha saído de casa, estava finalizando um trabalho com uma colega de turma (que eu odiava), eu larguei o telefone e fui chorando dizer pra ele o resultado, àquela altura sabíamos que não era certeza que nosso bebê nasceria.

Foi 1 mês de repouso, fazendo ultrassonografias que não encontravam nada e exames de sangue positivos, 4 semanas de sofrimento e dúvidas, de mal atendimento na mais respeitada clínica de imagem da cidade, sentindo dores e não podendo comemorar, foi 1 mês rezando e tendo muita fé, assim passei um dia das mães, acreditando que tudo ficaria bem, em meio a sangramentos, dúvidas, exames e dores, mas me sentindo mãe, foi estranho e complicado, não saber o que esperar, não saber o que estava acontecendo, foi desesperador.

Até o dia em que senti tanta dor, mas tanta dor que tive que ir na emergência do hospital, chamaram minha médica que levantou pela primeira vez a hipótese em que eu já havia pensado mas não queria mencionar para ninguém, a de uma gravidez ectópica, pediu que eu fizesse uma nova ultra em uma maternidade de Curitiba e disse que lá era o lugar em que ela realmente confiava, era a última tentativa de encontrar meu filhote.

Fomos dois dias depois, uma terça-feira, eu minha mãe e meu pai, entrei na maternidade já chorando, eu sabia o que ia ver, da mesma forma que eu sabia que estava grávida antes de fazer o exame eu também sabia o que ia encontrar, era simples, como somar, o corpo lúteo visualizado na primeira ultra era no ovário esquerdo, minhas dores eram do lado esquerdo, tinha umas 5 ultrassonografias sem nenhum embrião no útero, só não entendia porque até agora ninguém tinha enxergado, só durante o exame fui entender. O médico que me examinou foi super-atencioso, explicou o procedimento, eu faria um exame transvaginal e outro abdominal, ele me virou do avesso, me apertou, apalpou, eu chorava de nervoso, de medo e de muita dor de tanto ser apertada, até que ele acho, na minha trompa esquerda algo estranho, ligou imediatamente para a minha médica e só deixou eu sair de lá depois da certeza que ela me atenderia naquela hora.

Meu chão sumiu, é diferente você sentir que algo está acontecendo e alguém lhe dizer que está, anos de sonhos, planejamentos e as coisas saindo totalmente diferente do que eu esperava, nessas horas ninguém pensa que acontece, que é algo comum a que qualquer pessoa está sujeita, ninguém consegue agradecer por estar viva quando sabe que irá para um hospital para retirar o filho tão esperado porque ele não vai nascer.

Internei no dia 02 de junho, outro dia que ficará na memória, depois de toda revolta, de todo choro tentei ser o mais objetiva possível, tem que operar então vamos lá, fui operada no fim do dia e fiquei três dias internada, minha trompa precisou ser retirada e por pouco, pouquíssimo mesmo não rompeu, o sangramento que eu estava tendo já era hemorragia vinda da trompa que estava se rompendo, pois é, quase que morri. Depois que peguei o resultado da análise descobri que o embrião tinha 4,5cm, enorme para uma trompa, foi Deus quem fez com que fosse descoberto a tempo.

É complicado falar de uma perda assim, eu não tive um filho, não o amamentei nem vi seu rosto, sei que minha dor é infinitamente menor do que a de uma mãe que precisa enterrar seu filho amado, mas sei que toda essa complicação, a situação em si, o desgaste de não saber o que estava acontecendo e a forma como acabou é diferente de um simples aborto espontâneo, digamos que estou no meio, a frustração e a dor são grandes e somadas à multilação e a cicatriz da cirurgia transformam a ferida em algo que não vai embora nunca mais, está ali, tatuada na minha barriga como uma cesárea para me lembrar que um dia eu tive um filho dentro de mim mas que não o tenho ao meu lado.

Não sou uma pessoa amarga por isso, nem desisti do meu sonho de ser mãe, claro que estou sempre adiando as tentativas porque o medo sempre vem, o medo de falhar, o medo de passar por isso de novo e a certeza de que se acontecer as possibilidades acabaram ali. As dores vêm sempre para nos ensinar de alguma forma, a minha me tornou um pouco mais forte, me fez ver que nem sempre receber o que pedimos é necessariamente bom, eu sempre pedi a Deus para ficar grávida e jamais atentei para as complicações que esse desejo poderia ter, o que passei foi só uma dessas coisas, poderiam ser pior, acima de tudo isso minha experiência me fez pensar mais antes de reclamar da vida ou do que eu não consigo ter, Deus sabe exatamente o que faz, sabe porque cada um precisa passar por algo, e deve saber quando será minha hora de ser mãe e se essa hora vai chegar, não adianta querer apressar as coisas, não adianta contrariar, só cabe a mim agradecer pela minha vida e pela minha lição.