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Mães

9 maio

Então hoje é dia de parabenizar as mães, não gosto muito desses dias pré-frabicados para homenagear certos grupos de pessoa, acho que sempre deixa alguém carente além de servirem para aumentar o consumismo, mas já que existem faz parte do figurino participar também.

Minha mãe é, hoje e em todos os dias da minha vida, a pessoa mais importante emais especial, minha fortaleza, meu alicerce, minha paixão, não posso me imaginar sem ela e não gosto da idéia de que ela não será eterna (saco), sei que como todas as mães e seres humanos em geral ela comete erros mas que eles são tão pequenos perto do que ela faz de bom que quando e se um dia eu for mãe quero ser só a metadinha do que ela é que já serei uma grande mãe para o meu biscuit!

Para a minha mãezinha, minha sogra, minhas irmãs e minha cunhada, para todas as mães blogueiras, twitteiras e para aquelas que ainda são só filhas, para os pais/mães que criam seus filhos sozinhos, pra geral todinha, um feliz dia das mães, um feliz amahã, um ano feliz, uma vida feliz, muito amor e muito reconhecimento por parte de nós filhos chatos e ingratos!

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Momentos difíceis

23 ago

Certa vez li algo que me chamou atenção, a pessoa dizia que ao contrário do que se pensa é nos momentos alegres que descobrimos quem realmente é nosso amigo pois só os amigos verdadeiros resistem à nossa felicidade, pessoas para enxugar nossas lágrimas e “chutar o cachorro morto” sempre existem. Achei interessante e até concordei em partes, mas hoje reforço a idéia de que nos momentos de crise algumas pessoas se acovardam.

Em todos os momentos difíceis da minha vida me vi sozinha, perdi amigos e namorado quando estive em depressão,  enfrentei praticamente sozinha a quase separação quando o Dori adoeceu, só contei com a minha família (leia-se pai, mãe, marido e cunhada) quando perdemos nosso bebê, me decepcionei várias vezes com pessoas recorrentes em todas as vezes que precisei de ajuda, seja com câncer da minha mãe, nas vezes em que o Dori precisou me deixar sozinha com a locadora e em tantas outras que realmente precisei.

Neste fim de semana não foi diferente, acordei ontem cedinho com o telefone tocando e a notícia de que uma tia querida havia falecido, não foi nenhuma surpresa já que ela estava há dias internada e os médicos já tinham deixado a família informada sobre a situação, mas foi doloroso, difícil e inacreditável, embora a família da minha mãe seja numerosa e todos os irmãos estejam avançando na idade esta foi a primeira morte em quase 30 anos, depois da minha avó, que morreu pouco antes de eu completar um ano ninguém mais tinha nos deixado e o fantasma já não incomodava ninguém até chegar assim de sopetão e levar a irmã mais pitoresca de todas. Há alguns dias eu já ficava nervosa com telefonemas tarde da noite ou de manhã cedinho, e mesmo assim ontem  quando ele finalmente se confirmou fiquei angustiada e fui correndo ver minha mãezinha, sabia que seria difícil para ela e depois de tudo o que ela já passou e vem passando nos últimos tempos ia precisar de muita força.

Desde as 8h da manhã de ontem até o fim do dia e hoje até agora a pouco fiquei com a minha mãe, ela não me pediu ajuda ou companhia, não me pediu para cozinhar ou organizar nada para ela, não pediu que eu viesse embora com ela antes do enterro para que ela fosse poupada, não pediu que eu chorasse com ela ou fizesse piada para distraí-la, eu o fiz porque era meu papel, como filha, como pessoa, eu tinha que estar ali porque é o que as pessoas que amam fazem, apoiam e estão lá.  Minhas irmãs também estavam lá ontem, minha cunhada que nada tem a ver com a minha mãe fez questão de passar antes de seus compromissos e dar uma abraço, chorar junto com ela nem que fosse por 5 minutos, o Dori foi meu alicerce e meu amigo nesses 2 dias difíceis, mas como sempre houve dessa vez pessoas que não estiveram ao meu lado, ao lado da minha mãe ou da minha família, pessoas que sempre fazem parte dos momentos de discontração, das risadas e dos almoços da felicidade, pessoas que são figuras apenas de álbuns felizes mas que são ausências recorrentes nos momentos de crise, tudo bem cada um tem sua vida, suas prioridades e escolhas e o direito de se privar do que bem entende e com isso claro também planta atitudes que geram consequências para serem colhidas depois, não sou uma pessoa vingativa ou do tipo que só faz por quem faz para mim, ao contrário disso sou patidária do “fazer o bem sem olhar a quem”, mas acredito que tudo o que fazemos reflete em algum momento no que receberemos da vida.

Hoje em um domingo cinza, frio e triste, com os pés machucados sem nem poder calçar um sapato cozinhei novamente para minha mãe, me sentei na mesa com eles como em todos os domingos e tentei confortar mais um pouquinho minha amada mãezinha, aparentemente só eu tive essa idéia, só eu lembrei que a dor dela não foi embora com a noite e que ontem foi só o início de uma saudade que ainda vai doer muito até virar uma lembrança e com certeza estarei lá até que esse momento chegue…

O Mal do Século…

13 jul

É estranho, para não dizer engraçado, com as pessoas têm capacidade de enfrentar grandes adversidades e muitas vezes se entragam para pequenos obstáculos.

Há aproximadamente 1 ano e meio minha mãe foi diagnosticada com câncer de mama, de uma forma decidida e forte como eu não acreditava que nem ela fosse capaz, encarou a doença como quem encara uma gripe, não ficou um dia sequer de cama, não teve reações à quimioterapia e radioterapia e ria até do fato de ficar carequinha, para mim foi uma lição, tanto de força da minha mãezinha como também uma lição de vida para uma pessoa que como eu sempre achou que a mãe ia durar para sempre.

O fato é que de uns tempos para cá ela que já não era de sair muito de casa foi ficando cada vez mais reclusa, cada vez mais fraca, cada vez mais triste. Mesmo tendo se livrado da doença que a afetou minha mãe começou a cair por qualquer outra coisa, uma crise de asma, uma dor na vesícula onde tem vários cálculos, ou uma simples gripe, qualquer coisa que a aborrecesse deixava minha mãezinha doente, junto a isso ela também foi ficando mais sozinha, minha irmã mais nova namorando quase não fica em casa, meu pai trabalhando como caminhoneiro sempre viajando, e as filhas casadas todas trabalhando sempre muito ocupadas para dar um alô, é minha mãe ficou deprimida, acho que toda a força que teve diante do malvado câncer acabou com a resistência dela para esse mal, essa doença que afeta a alma e enfraquece o corpo.

Ontem fiquei muito, mas muito preocupada, vi minha mãe chorando, meu pai desesperado porque além disso tudo ainda tem uns exames que não estão legais, mais motivo para ela ficar preocupada e trazer mais crises, o pior é que parece que só eu vejo isso, que só eu percebo que a mesa de domingo antes cheia agora abriga somente eu, meu marido e meus pais, que minha mãe prefere a casa cheia com muito serviço para fazer do que tudo limpinho sem ninguém dentro, parece que só eu tenho noção de que o que minha mãe passou era motivo mais do que suficiente para que cada uma de nós agradecesse todo dia por ainda ter a oportunidade de fazer o que ainda não fez por ela, de dizer eu te amo, de levar passear, de fazer algo que ela adora comer e levar lá só para mostrar o quanto ela é importante, sim porque para mim não há nada mais importante do que a minha mãe, não há nada no mundo que substitua uma mãe e sinceramente não quero levar para a minha família o remorso de ter sido uma má filha, não quero levar aos filhos que desejo ter o mau-exemplo de não ter amado minha mãe o tanto que ela merecia, porque ela merece tudo!

Minha mãe é extremamente ansiosa, sempre foi, mas hoje vejo que isso tem feito ela ficar doente, é a preocupação com o marido viajando, com uma filha que não está bem, com a outra que some, com a outra que é adolescente, com o cachorro, com o vizinho, com o tempo, tudo é motivo para ela sofrer e desencadear crises de dor seja lá onde for, o nervosismo, a depressão, a tristeza estão matando a pessoa que mais amo no mundo e eu não consigo fazer nada, já conversei com todo mundo, já falei que ela precisa de médico, que precisa se tratar, não das dores, da gripe ou da asma, mas da depressão, da angústia que está fazendo ela não comer, não viver. Já tentei convencer meio mundo de que não precisamos viver grudados e puxando o saco uns dos outros mas devemos sim cuidar dela, ela sim merece todas as atenções do mundo, ele merece carinho, merece chamego, merece amor, não estou falando de quem leva ela no médico, quem limpa a casa dela, isso tudo é irrelevante, estou falando de visitar, de ligar, de agradar, falar de coisas que não sejam doenças, críticas e aborrecimentos, minha mãe não precisa de mais aborrecimentos, mas mais uma vez parece que só eu vejo isso.

Minha vida está sempre um caos, a locadora que não dá grana, um monte de coisa em casa precisando arrumar, pra se ter uma idéia todas as cadeiras da minha cozinha estão quebradas, mas quando entro na casa da minha mãe ou ligo para ela evito qualquer problema, rio, faço piada, insisto pra ela comer, para se animar, faço o mínimo, sei que não é suficiente, que eu devia largar tudo e ficar o dia todo com ela, que devia saber dirigir pra levá-la onde precisa sem que ela esquentasse a cabeça toda vez, mas pra variar eu não consigo fazer nada mais do que simplesmente dar alguns minutos diários de atenção para minha rainha, sei lá, eu acho que não conseguiria não fazer isso, não ver minha mãe todo dia, não agradá-la, não pedir desculpas quando brigo e sou injusta com ela, não conseguiria passar um domingo sem almoçar com ela e mesmo assim tenho a impressão de que quando ela não estiver mais aqui terei uma culpa enorme por não ter passado mais momentos com ela, por não ter dito mais que a amo, por não tê-la privado mais dos meus problemas, por não ter sido boa o suficiente para ela ter orgulho de mim.

Mãezinha, minha querida, não seja malvada comigo, seja forte, seja guerreira como foi sempre, não quero ter um filho sem vó, quero que ele curta a avó doidona, quero ter um filho que jogue videogame com a vó, quero ter um filho que saiba o que é o almoço de domingo, as farras nas noites de sábado, as asneiras que vc apronta com o Dori, mãe, quero que você viva pelo menos mais uma vez a alegria de ter um netinho, quero que você curta cada momento e que o milagre da vida te atinja, quero que você vá embora só quando ficar velhinha, quero que você morra de velha numa cama quentinha enquanto dorme, não quero mais vê-la sofrer de tristeza, não quero mais vê-la sofrer por antecipação, não quero mais vê-la sofrer porque criou quatro filhas bobas que não te dão o devido valor, mãe quero que você viva 100 anos e todos sejam felizes!

Mãe

11 maio

Forte

Guerreira

Determinada

Doce

Linda

Maravilhosa

Eu poderia estar falando de uma heroína do cinema, de uma mocinha de novela, mas a minha grande musa é a minha mãe, minha inspiração, minha fortaleza, exemplo de mulher e de ser-humano, pessoa exemplar e que graças a Deus é minha mãezinha, meu anjo da guarda.

Ano passado eu falei do quanto foi difícil passar pela experiência do câncer de mama dela, do quanto eu sofri e me fortaleci com o que passamos, hoje com tudo superado parece que ela nunca passou por tudo aquilo, salvo alguns dias em que sente dores no lugar da cirurgia o episódio passa batido tamanha a força da minha baixinha.

Mãe, eu sei que você não gosta muito de computador, prefere uma boa partidinha no videogame a ficar sentada em frente ao computador, sei disso, mas mesmo achando que você nunca vai ler isso aqui me sinto na obrigação de dizer aqui o quanto você é importante para mim, o quanto me inspira e me motiva com seus exemplos, o quanto eu gostaria de ser um tantinho do que você é. Mãezinha querida, eu te amo acima de qualquer coisa, posso dizer que sou abençoada por Deus pelos pais que ele me deu, sou uma pessoa privilegiada por ter a chance de conviver contigo, você é meu tudo e peço todos os dias para que Ele resolva inventar uma lei dizendo que mães devem durar para sempre!

Você sempre me amparou, mesmo assim me ensinou a andar com minhas próprias pernas, me ensinou a ser doce e forte, ser determinada e delicada, me ensinou a ser mulher!

Não posso deixar de desejar à outras grandes mulheres um feliz dia das mães, minha sogra Tania que colocou no mundo uma pessoa que não é perfeita, mas que foi feita perfeitamente para mim, minhas irmãs que amo muito e que são mães de duas princezinhas que alegram meus dias, minha cunhada Samantha que é uma irmã postiça e mãe dos meninos lindos da tia Di, enfim, todas as mães, de barriga, coração, alma, intenção, as que ainda sonham com esse dia como eu e todas que são mães mesmo achando que nunca nasceram para isso!

Seu humor contagia…

7 fev

Estava lendo outro dia um texto sobre o Mau-humor e achei que caiu como uma luva sobre mim.

O texto em questão falava sobre como deixamos o mau-humor atrapalhar a vida das outrashardy.gif pessoas, problemas, dias ruins, dificuldades todos têm a diferença está em como você joga suas mazelas sobre os ombros alheios, ninguém exceto nós mesmos somos responsáveis por resolver nossas dores então não devemos descontar no outro a  noite mal dormida, o cabelo que não ajeita, a conta a pagar ou a briga com o marido ou namorado, isso além de não resolver o  problema ainda vai prejudicar o dia de quem não tem nada a ver com isso.

Pensei muito nisso e percebi o quanto eu ando implicante, intolerante e mau-humorada, motivos tenho de sobra para estar bem triste, ando esgotada física e emocionalmente, mas ninguém tem nada a ver com isso para eu viver de cara amarrada e me lamentando, aliás odeio gente que vive se lamentando, tenho pavor de conviver com quem acha defeito em tudo e acha que a vida nunca está boa e era nessa espécie de Hardie que eu estava me transformando, mas quando a ficha cai a gente tem duas opções, insistir na atitude anterior ou mudar totalmente, eu fico com a segunda.

É difícil rir sempre mesmo com a sua vida aparentemente desmoronando, mas meus problemas continuarão no mesmo lugar eu chore ou ria, então não adianta sofrer mais do que o necessário, independente dos problemas pessoas, financeiros, sexuais (esse pula), profissionais, não dá para viver só em função disso, eu garanto que sempre vai haver algo bom a que se apegar, se você acha que não é porque não procurou direito…

Ontem foi aniversário da minha mãezinha, tenho discutido bastante com ela, não por ela que é a melhor mãe do mundo, mais por mim, acho que resolvi do nada rever meus conceitos e questionar algumas coisas, mas independente de tudo o que vêm acontecendo minha mãe é e sempre será a minha fortaleza, amo muito aquela mulher baixinha e guerreira por quem já chorei e rezei muito, que já esteve em uma das piores situações do mundo e como uma pessoa sensata e forte conseguiu vencer, com muito otimismo e bom-humor, é com o exemplo dela que sigo a vida, meus problemas perto dos que ela já teve são ridículos e me fazem sentir vergonha de reclamar um dia que seja da vida que tenho!

amelie-poulain01.jpgEnfim, acho que o básico para uma vida melhor é aprender a ter uma postura mais bem-humorada frente às adversidades, aprender a usar o atalho, a desviar do buraco, a tentar consertar e sempre continuar, sei bem que muitas vezes a vontade de sentar e chorar é maior, que é tentador desistir e simplesmente reclamar que o mundo conspira contra você quando o necessário é que você conspire com o mundo à favor da felicidade!