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O Tempo voa!

2 abr

E foi só piscar para se passar 1 mês! Parece que foi ontem que sofri angustiada a decisão de fazer a cesárea, parece que nem passou o tempo desde que o Nicolas nasceu e ao mesmo tempo parece que ele sempre esteve aqui.
Passei o último mês todo dedicada ao meu filhote, no início 100% do tempo mesmo já que não estava fazendo nada em casa, aos poucos fui reassumindo meu lugar de dona de casa mas sempre com o meu bebê em primeiro lugar, gostaria de ter escrito vários posts sobre o desenvolvimento dele, sobre cada descoberta nossa, sobre as dúvidas com pediatra, clima, sono, mas namorar meu pequeno se mostrou muito mais importante. Também devo confessar que o imediatismo do Twitter acabou me conquistando e acabo ficando muito mais por lá do que por aqui.
O que realmente importa é que meu filho completou 1 mês, grande, medindo 52cm e pesando 4,040Kg é o tourinho da mamãe, já está cheio de dobrinhas pelo corpo e mudou bastante a fisionomia, seus olhos ao que parece ficarão mesmo claros só não se definiram ainda se verdes ou azuis, esperto não gosta de usar luvas, sustenta por um bom tempo a cabeça e sempre que bobeamos faz xixi na hora que está sem fralda molhando tudo e todos a sua volta.
Nos últimos dias estamos experimentando a novidade do primeiro Salto de desenvolvimento, o menino que antes dormia e mamava tranquilamente, só reclamando nos episódios em que não conseguia fazer coco, agora está agitado, chorão, manhoso e só quer a mamãe, essa que vou escreve está um bagaço, 3 noites sem dormir, 3 dias carregando o chumbinho no colo e amamentando muito, muito, muito, tanto a ponto de emagrecer 1kg em 3 dias, tanto que os peitos nem estão enchendo mais, tanto que dói a cada mamada, mas se isso deixa o meu pequeno tranquilo, eu aguento.
O que consola é que como tudo na vida, essa fase passa, o que assusta é que teremos outros tantos saltos pela frente, mas o legal de tudo isso é que ele virá depois deles com novidades e com sua habitual tranquilidade.

Agora só falta você!

20 fev

Desde que descobrimos que o Nicolas estava à caminho já começamos a planejar seu canto, na verdade planos para ele sempre tivemos, mas quando tudo se tornou concreto era a hora de começar a colocar a mão na massa.
Nossa casa estava com vários problemas e de uma forma meio trágica e providencial conseguimos ter condições financeiras para fazer as reformas necessárias, pelo menos o básico que era o telhado, para podermos voltar a dormir em nosso quarto (sim, dormíamos na sala), fechar uma porta aqui, colocar uma parede ali e foi então que recebi a ordem de despejo do meu cafofo para liberá-lo para o futuro dono e desde então estamos em constante trabalho para tornar o lugar onde ele passará seu tempo o mais fofo e confortável possível.
Antes mesmo de sabermos o sexo do bebê estivemos em uma feira de gestante e nos encantamos com tudo, fizemos todo o enxoval com estampas neutras e compramos o jogo de protetores do berço, estava decidido, o quarto do nosso filhote seria de bichos variando alguma coisa ou outra dependendo do sexo, o jogo do berço comprado é bege e combinaria com uma menininha ou um moleque, então arrematamos na hora.
Aos poucos fomos pintando (depois de sabermos que era um menino), colocando o papel de parede e idealizando cada coisa, os meus pais que sempre esperaram pelo neto já haviam prometido o berço e cumpriram com o trato, compraram o que a mamãe aqui escolheu e o resto das coisas foi sendo comprada, ganhada e feita aos poucos, o grosso do trabalho já está pronto há tempos assim como as roupinhas que foram todas compradas bem cedo pra facilitar minha vida, sabia decisão, hoje não conseguiria bater perna, e agora posso dizer que quando o Nicolas chegar seu ninho está prontinho.
Embora ter um quarto e o que estiver dentro dele não seja o mais importante para a chegada do meu filho o exercício de ir fazendo cada coisinha, preparando, ajeitando e sonhando com o momento em que ele estaria ali ajudou muito na minha preparação para esse momento cada vez mais próximo, hoje quando paro na porta do quarto já não penso no que falta ser feito mas em quem falta estar ali, só falta ele e falta muito pouco para que nosso filhote chegue, só peço a Deus que ele venha perfeitinho, com saúde e que goste bastante de leão rs.

Filho, teu lugar no mundo está garantido, agora só falta você!


Ps.: Para não passar por mentirosa há 2 coisas a serem feitas ainda, terminar a pintura da porta que resolvemos pintar em cima da hora e colocar o nome dele na plaquinha…

E a jornada vai chegando ao fim…

13 fev

Ou apenas começando, não sei exatamente em que parte do caminho me encontro, não sei se são jornadas distintas, uma que acaba agora e outra que vai se iniciar ou se é tudo parte de uma única caminhada que começou há vários anos e que não vai acabar.
O fato é que estamos quase entrando no marco de 37 semanas de gestação, meu filho já pode nascer sem ser considerado prematuro e meu corpo já há algumas semanas dá sinal de que ele realmente está para chegar, como estou me sentindo em relação à isso? Um turbilhão de sentimentos, sensações, pensamentos, uma enxurrada de coisas passa pela minha cabeça todos os dias e principalmente nas noites que já eram complicadas e hoje têm sido praticamente em claro.
Você já reparou que a gente é propenso a ter pensamentos malucos em algumas situações específicas como no banho e nas noites insones? No meu caso o banho é sempre ninho de planos para dominar o mundo e resolver os problemas mais difíceis e as noites mal dormidas servem para alimentar minhoquinhas e grandes caraminholas que me assombrarão e com certeza farão com que aquele resquício de sono que estava ali vá embora e assim mais minhocas aparecerão e bem, dá pra imaginar onde vai parar a criatividade e a propensão a pensamentos ruins.
Enfim, voltando ao início, ou melhor ao fim, estamos chegando ao final de uma gestação tranquila, abençoada e muitíssimo desejada, passou rápido, não, não, passou voando, sinto uma culpinha por não ter aproveitado mais, por não ter fotografado mais, por não ter batido mais perna com a barriga à mostra por aí, por não ter tomado total consciência da grandiosidade de tudo o que está acontecendo conosco, mas sinceramente, acho que nunca seria o suficiente, se tiver outra oportunidade de gerar um filho também acharei que não curti o suficiente esse período mágico e também todos os outros, simplesmente porque todas as fases passam e tudo o que é prazeroso passa voando e deixa esse gostinho de quero mais. Não, eu não quero mais agora não, por enquanto e por um longo período o Nicolas continuará a ser filho único, não temos espaço físico, financeiro e psicológico pra mais ninguém por aqui, mas não é uma decisão definitiva afinal nada na vida é tão definitivo assim.
É meio clichê dizer que a gravidez me transformou, como mulher, como ser humano, mas é a mais pura verdade, aprendi coisas sobre mim e sobre o mundo que não percebia antes, me descobri mais forte e mais decidida do que imaginava, redescobri laços que não percebia mais que existiam, vi minha vida e meu casamento se transformarem e não apenas pelo filho que está chegando, mas por mim e pelas mudanças que aconteceram comigo.
Eu acho que finalmente consegui passar de fase, subir ao patamar de mulher e deixar pra trás aquela vidinha de menina, passar de filha a mãe é um processo extremamente difícil e até doloroso e estar passando por isso está me renovando e me fortalecendo, estou gostando disso, de tomar certas rédeas que não me pertenciam e eu fingia que tinha em minhas mãos, estou me sentindo poderosa, bonita, forte e isso faz bem, principalmente a uma pessoa predominantemente depressiva como eu, sim pq fazer graça de tudo, viver rindo das desgraças e não reclamar o tempo todo não faz de mim uma pessoa sempre alegre, sou otimista sim e isso é o que mais me faz depressiva pois acredito sempre de mais e sofro na mesma proporção, enfim, acho que todo esse processo pelo qual passei e estou passando está me deixando mais forte e mais resistente em relação à essa tendência a deprimir, acho que é o tal do instinto que me faz querer ser melhor para o meu filho que está chegando.
E como tudo o que acontece por aqui, na gravidez não seria diferente, estamos vivendo isso juntos e crescendo juntos, embora muitas vezes não pareça eu e o Dori somos um casal bastante unido, do tipo que não toma decisão sozinho, do tipo que compra tudo em número par para não faltar para o outro e que está curtindo junto todas essas loucuras da chegada do moleque.
Eu já esperava que meu marido fosse ficar feliz em ser pai e sei que ele é um cara atencioso embora sempre meio calado, mas confesso que estou muito feliz em ver a dedicação dele para mim, é muito mais do que cuidar do casulo que guarda seu filho, é cuidar da mulher que ama, é elogiar, fotografar, beijar não apenas a mãe, mas a esposa, é se preocupar em como eu estou me sentindo e não só em como está o bebê e isso não é algo que uma grávida está acostumada a receber, passamos de mulheres à receptáculo de bebê e até gostamos disso, mas me sentir mais amada, mais protegida e mais desejada dá uma bela de uma injeção de ânimo principalmente nesse fim de caminhada quando a disposição e a vaidade costumam parar lá nos pés (inchados).
Então, como já disse várias vezes ao longo desse longo texto, estamos no fim, num fim que é apenas mais um começo, chegamos ao ponto extremo de uma caminhada que esperei minha vida inteira para percorrer, que confesso não acreditava que conseguiria e que percorri o mais lentamente possível para tentar acreditar que era de verdade e confesso que ainda não acredito, ainda não caiu a tal da ficha de que seremos pais, de que o Nicolas realmente está chegando, que aquele lindo quarto que montamos estará cheirando a bebê daqui a no máximo 4 semanas, ainda não acredito que meu sonho maior está se realizando e foi tão tranquilo, tão bom, tão feliz até aqui que só pode continuar sendo uma beleza na próxima etapa.

… Vamos viver

Temos muito ainda por fazer

Não olhe pra trás

Apenas começamos

O mundo começa agora

Apenas começamos…

(Metal contra as nuvens, Legião Urbana)