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Notícias da enfermaria

10 maio

Sempre fui o tipo de pessoa que vive todas as emoções ao máximo, mas nunca imaginei que esse período seria tão difícil, a decisão de fechar a locadora embora tenha melhorado minha qualidade de vida mexeu tanto com o meu lado emocional que adoeci de tudo quanto foi jeito, minha coluna que não incomodava há anos resolveu doer para valer e estou há duas semana sem poder fazer praticamente nada, minha garganta doendo, já fiquei até sem voz, alergias pelo corpo, cansaço, stress total, está bem difícil passar por essa transição.

Lembro que quando abrimos a locadora também passei por um momento bem complicado, tive hemorragias, perdi o sono, brigávamos quase todo dia por aqui devido ao stress da montagem da loja, mas havia um bom motivo par isso, agora é triste, melancólico, um sentimento de perda e de fracasso absurdo mesmo sabendo que fizémos nossa parte da melhor forma possível e agora para completar as vendas dos filmes estacionaram, muita gente reservou e não falou mais nada e fico a ver navios com uma loja repleta de coisas encostadas sem saber o que fazer com isso…

Estou tentando resolver cada problema que aparece de uma vez, percebo que muita gente acha que é frescura, corpo mole, essas coisas, mas está complicado mesmo porque não sou o tipo de pessoa que gosta de depender dos outros e agora para algumas coisas tenho que esperar o Dori me ajudar ou fazer sentindo muita dor nas costas, mas fazer o que, vamos ver se o médico maluco resolve a situação e eu consigo virar essa página de uma vez por todas.

Esse fim de semana tirei para descansar, embora na semana passada já não tivéssemos a locadora não ficamos em casa e nem percebi a diferença, essa semana não tirei a cara para fora a não ser para ver minha mãezinha hoje e falando nela: Feliz dia das mães para a minha mãe, minha sogra, minhas irmãs, minha cunhada, para a maluca da avó do Dori e para todas vocês que são mães, quem sabe no ano que vem não faço parte do time heim?!

Aprendendo

6 abr

Preciso aprender a ouvir e também a não dar ouvidos, a calar e a me desligar de alguns pensamentos, preciso aprender a relaxar, descansar e a não me apegar, preciso aprender a não esperar nada mesmo que eu tenha dado tudo, preciso aprender a não me surpreender com nada. Preciso aprender a perdoar, a pedir perdão, a corrigir meus erros e a não me surpreender se os outros presistirem nos deles, preciso aprender a não remoer coisas insignificantes principalmente quando envolverem pessoas igualmente sem importância, preciso aprender a ligar o foda-se com mais frequencia.

Certamente ainda preciso aprender muita coisa e também é certo que não sou a única, a maioria das pessoas não sabe manter o controle e a responsabilidade com a palavra dita, falam o que querem como bem entendem sem se preocupar com o que e para quem é dito, a facilidade com que vomitam fonemas é a mesma com que esquecem o que foi dito e sobretudo esquecem de quem as ouve, esquecem  que a palavra proferida (ou escrita) não volta nunca e muitas vezes tem o poder de acabar com alguém.

Porque estou dizendo isso?

Muitos motivos, tenho feito alguns exercícios de auto-avaliação e tentado melhorar em algumas coisas que me fazem sofrer entre elas a minha capacidade de ficar quieta quando não devo falar e a de deixar para lá coisas que não merecem minha atenção. Outro motivo é a minha ineficácia no segundo quesito, sério, não consigo não me aborrecer ao ouvir certas coisas, não sei não me envolver com o que escuto, não sei não me abater quando me sinto machucada.

Estou de saco cheio de ouvir besteira e de todo mundo pensar que suas palavras, sentimentos e problemas não apenas são maiores que os meus como também acreditarem que estou sempre à disposição para servir de ombro amigo, analista e conselheira. Sinceramente, cansei!

Cansei de sempre ter alguém com mais problemas que eu, mais cansada, com dores maiores ou maiores dívidas, com menos tempo ou menos capacidade para fazer uma tarefa que eu lógicamente tenho que quebrar o galho e fazer pois sou legal, estou extremamente de saco cheio de todo dia alguém me lembrar de que não sou mãe (assunto para outro post) e que por isso não tenho conhecimento para opinar sobre nada como se parir transformasse automaticamente aqualquer imbecil em brilhantes pensadores e lhes desse requisito para estarem sempre certos em quaisquer decisões que tomassem, claro eles têm filhos, sabem o que estão fazendo, eu não!

Se aconteceu algo específico?

Não, hoje não.

Se alguém me aborreceu?

Não também, mas tenho me sentido cansada, sobrecarregada , como se a mochilinha de problemas alheios que carrego nas costas já tivesse trasbordado e mesmo assim todo dia alguém resolvesse enfiar só mais uma pedrinha afinal não fará tanta diferença, é só um pequeno desabafo e afinal a Diana nemtem filhos, trabalha em casa e vive rindo, ela é perfeita para carregar as minhas pedrinhas.

É mas a Diana tem suas próprias pedras, seus próprios problemas e principalmente seus próprios sentimentos.

A Diana não é uma idiota e embora ela goste de ajudar, ame as pessoas a sua volta e seja bem carente ela sabe muito bem distinguir quem a ama e se preocupa com ela de quem só quer mesmo um favorzinho e não tem outra pessoa com quem contar. A Diana tá acima do peso, com um negócio à beira da falência, beirando os 30 sem ter realizado um milhão de sonhos (inclusive os filhos que ela não tem), frustrada com um monte de coisa que queria que fosse diferente inclusive em relação às pessoas que a cercam, dizendo vários sim  que seriam não se ela tivesse energia para virar algumas mesas da sua vida.

Ando stressada, eu sei, mas ando acima de tudo insatisfeita, com um punhado de coisas, minha vida, minhas decisões, “minhas pessoas” se assim posso me referir a quem me cerca, precisando de um ombro para aguentar a mim e o que já carrego pelos outros nos meus próprios, preciso de férias da vida para organizar a cabeça, o coração e o corpo, precisava na verdade nascer de volta, mas como não é possível só uns dias desligada de tudo já bastavam.

Se as pessoas fizessem ideia de algumas coisas que guardo só para mim simplesmente por não  poder conversar com ninguém certamente teriam vergonha de me aborrecer com algumas coisas tão idiotas, é mas vamos seguindo, como sempre digo, não é fácil ser eu!

Momento desabafo mode off:

Desculpa aí, mas também se não puder tocar o foda-se aqui no blog vou fazer onde?

Dando sinal

13 set

Muito tempo sem postar, eu sei, vendo o gráfico de estatísticas do blog é até engraçada a linha de queda das visitas, totalmente compreensível diante da falta de novidades…

Ando extremamente ocupada e consequentemente estressada, não quero mais vir aqui só me lamentar das coisas não feitas, das crises, do cansaço, enfim, não quero lamúrias por aqui.

Estou tentando me habituar a mais uma pessoa em casa, há um mês a avó do Dori mudou para cá e tem sido pedreira, é bem difícil conviver com alguém com quem você não tinha muito contato, principalmente sendo uma pessoa já com certa idade e com um gênio de meter medo em Hannibal Lecter! Tenho saído muito desde que ela veio para cá, resolvendo isso e aquilo e o trabalho aqui na locadora acumulando assim como os meus projetos pessoais, academia nunca mais, a reforma do quartinho onde fica o computador, completamente adiada e assim têm sido meus dias, espero que a semana que começa amanhã venha um pouco mais calma e me ajude a colocar algumas coisas em seu devido lugar, principalmente meu sono…

Dia ruim?

13 mar

É impressionante a necessidade que tenho de vir aqui quando estou furiosa ou muito triste, é até engraçado como quero correr para o blog como deveria correr para um ombro amigo, acho que é isso que meu blog se tornou, meu melhor amigo.

Não vim correndo contar sobre a máquina de lavar que ganhei da avó do Dori e está para chegar, nem para dizer que embora trabalhoso estou amando meu cabelo curtindo, da mesma forma como não me gabei da tv nova, mas me segurei outro dia para não vir chorar pelas pisadas de bola do Dori, para não parecer reclamona deixei de vir aqui lamentar pelos problemas e pelo cansaço ou simplesmente por estar me sentindo abandonada e desvalorizada pelas pessoas que amo, mas hoje não aguentei e precisei desabafar um pouco do tanto que têm me feito sentir a pessoa mais esgotada da face da Terra.

Não aguento mais me dedicar e amar o que faço e não ver resultados, não aguento mais me iludir acreditando que mês que vem vai melhorar e sentir que sou a única a dar crédito para esse negócio, estou de saco cheio de fazer cara de paisagem e ver meus filmes irem passear na casa de uns f.d.p clientes que os trazem de volta como quem devolve uma caneta após usar e além de não pagarem nem agradecem, estou cansada de outros tantos que nem devolvem e de ver que o valor de débitos é muito maior do que meu faturamento mensal e saber que não adianta chegar na companhia de energia e dizer que não me pagam, pois eles vão querer cobrar minha luz do mesmo jeito e isso serve para todas as outras contas que tenho que pagar independente de receber.

Estou profundamente cansada, de dar de não receber em todas as relações que tenho, de ser sempre melhor para os outros do que são capazes de ser para mim, cansada de esperar das pessoas o que sou para eles, cansada de me decepcionar quando não são o que espero, estou muito cansada de ter sempre que mudar e me adaptar ao que eles esperam que eu seja, de servir, se agradar, de entender, estou cansada de ser só a filha, a irmã, a tia, a cunhada, a nora, a esposa, a pessoa que ama e está pronta para ajudar e não encontrar alguém que seja o que sou a todos, simplesmente amiga.

Estou cansada de escrever aqui o que desejava dizer para algumas pessoas e nunca tenho coragem porque sei que ninguém compreende o que sinto, nem que sinto, muito menos que elas me machucam por não perceberem isso.

Estou cansada de estar sempre cansada, sempre de saco cheio, sempre tentando, sempre começando e principalmente sempre adiando o que me faria feliz, sempre deixando meus interesses em segundo plano, sempre me escondendo para não brilhar e deixar essa tarefa para alguém, estou muito cheia de ser coadjuvante da minha própria vida!

Preciso de férias, das pessoas, da vida, da locadora, de mim, de tudo o que me faz sentir esse vazio e esse zero na minha existência, quem sabe se eu tirasse uns dias de folga alguém sentisse falta de mim, alguém percebesse que estava ali e que estou sempre ali como um criado-mudo que serve sem exigir em troca mas que sim, precisa de algo em troca.

Que saco, que chato, que porcaria!

A insônia indicava que o dia a vir não seria dos melhores, ela acertou em cheio…